SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Qual o tratamento atual de primeira linha na hepatite autoimune do adulto?
Hepatite Autoimune 1ª linha = Corticoide (Prednisona) + Azatioprina.
O tratamento padrão para indução de remissão na hepatite autoimune consiste na combinação de corticosteroides e azatioprina, visando controle inflamatório e poupança de corticoide.
A hepatite autoimune (HAI) é uma doença inflamatória crônica do fígado caracterizada por hipergamaglobulinemia, presença de autoanticorpos (como FAN e anti-músculo liso) e hepatite de interface na biópsia. O objetivo do tratamento é a remissão completa (normalização de transaminases e IgG) para prevenir a progressão para cirrose e insuficiência hepática. A azatioprina, um análogo da purina, é o pilar da manutenção. Sua eficácia em manter a remissão permite a retirada gradual ou a manutenção de doses mínimas de prednisona. O tratamento geralmente é prolongado, durando no mínimo 2 a 3 anos, e a retirada só é tentada após normalização bioquímica e histológica sustentada, devido ao alto risco de recidiva.
O tratamento de primeira linha para HAI no adulto é a combinação de um corticoide (geralmente Prednisona ou Prednisolona) e Azatioprina. O corticoide é utilizado em doses mais altas inicialmente para induzir a remissão, enquanto a azatioprina é introduzida como agente poupador de corticoide e para manutenção da remissão a longo prazo. Em alguns casos, a monoterapia com corticoide pode ser usada, mas a combinação é preferível para reduzir efeitos colaterais esteroidais.
A azatioprina pode ser iniciada junto com o corticoide ou após a queda inicial das transaminases (geralmente após 2 semanas), para garantir que não haja toxicidade hepática aguda sobreposta. Antes de iniciar, é ideal avaliar a atividade da enzima TPMT (tiopurina metiltransferase) para prever o risco de mielotoxicidade grave, embora na prática clínica brasileira o monitoramento rigoroso do hemograma seja mais comum.
Para pacientes que não toleram a azatioprina (devido a náuseas, vômitos ou citopenias) ou que não respondem ao tratamento inicial, o micofenolato de mofetila é a alternativa de segunda linha mais comum. Inibidores de calcineurina, como o tacrolimus, são considerados terapias de resgate para casos de difícil controle.
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