UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
A Hepatite Autoimune (HAI) é um importante diagnóstico etiológico no contexto das hepatites crônicas na infância. O diagnóstico de HAI compreende critérios clínicos, laboratoriais, sorológicos, histopatológicos e de exames de imagem. Sobre a HAI, é correto afirmar que:
HAI → Alta associação com outras doenças autoimunes (tireoidite, RCU, DM1, AR, Doença Celíaca).
A Hepatite Autoimune (HAI) é uma doença sistêmica que frequentemente se associa a outras condições autoimunes, o que é um ponto chave para o diagnóstico e manejo. Essa associação reflete uma predisposição genética e desregulação imunológica compartilhada, sendo importante investigar ativamente outras autoimunidades.
A Hepatite Autoimune (HAI) é uma doença inflamatória crônica do fígado de etiologia desconhecida, caracterizada pela presença de autoanticorpos, hipergamaglobulinemia e inflamação hepática progressiva que pode levar à cirrose e insuficiência hepática. É mais comum em mulheres e pode ocorrer em qualquer idade, incluindo a infância, onde representa uma causa significativa de hepatite crônica. A importância clínica reside na sua progressão silenciosa e na necessidade de tratamento imunossupressor contínuo. A fisiopatologia da HAI envolve uma resposta imune desregulada contra os hepatócitos, desencadeada por fatores genéticos e ambientais. O diagnóstico é complexo e requer a exclusão de outras causas de hepatite, além da avaliação de critérios clínicos, laboratoriais, sorológicos e histopatológicos. A presença de autoanticorpos como FAN (anticorpos antinúcleo), ASMA (anticorpos antimúsculo liso) e anti-LKM1 (anticorpos anti-microssomal fígado-rim tipo 1) é um pilar diagnóstico. O tratamento da HAI visa induzir e manter a remissão da doença, prevenindo a progressão para cirrose. A terapia padrão consiste em corticosteroides (prednisona) e imunossupressores (azatioprina). Pacientes com HAI têm um risco significativamente aumentado de desenvolver outras doenças autoimunes, como tireoidite autoimune, doença de Graves, diabetes mellitus tipo 1, retocolite ulcerativa, artrite reumatoide, doença celíaca e colangite esclerosante autoimune, o que exige uma vigilância contínua e abordagem multidisciplinar.
O diagnóstico de HAI baseia-se em critérios clínicos (fadiga, icterícia), laboratoriais (elevação de transaminases, hipergamaglobulinemia), sorológicos (autoanticorpos como FAN, ASMA, anti-LKM1), histopatológicos (hepatite de interface, necrose em saca-bocado) e exclusão de outras causas de hepatite.
Embora a necrose em saca-bocado (hepatite de interface) seja uma característica histopatológica comum e importante na HAI, ela não é exclusiva e pode ser encontrada em outras condições hepáticas crônicas, como hepatites virais crônicas ou reações a medicamentos.
O tratamento de escolha para indução e manutenção da remissão na HAI geralmente envolve corticosteroides (prednisona) em doses decrescentes, frequentemente combinados com um imunossupressor como a azatioprina, para permitir a redução da dose de corticosteroide e minimizar efeitos adversos a longo prazo.
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