UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
Quais dos seguintes critérios auxiliam no diagnóstico de hepatite autoimune?
Hepatite autoimune: mulher, FAN/AML+, gamaglobulina ↑, anti-mitocôndria (-).
O diagnóstico de hepatite autoimune (HAI) é baseado em uma combinação de achados clínicos, laboratoriais e histopatológicos. Critérios chave incluem sexo feminino, elevação de transaminases, hipergamaglobulinemia e presença de autoanticorpos como FAN e/ou anti-músculo liso (AML), com exclusão de outras causas de hepatite.
A hepatite autoimune (HAI) é uma doença inflamatória crônica do fígado de etiologia desconhecida, caracterizada pela presença de autoanticorpos, hipergamaglobulinemia e inflamação hepática, que pode progredir para cirrose se não tratada. É mais comum em mulheres e pode se manifestar em qualquer idade, embora haja picos na adolescência e entre 40-60 anos. O diagnóstico é desafiador e requer a exclusão de outras causas de hepatite. Os critérios diagnósticos para HAI incluem achados clínicos (fadiga, icterícia, dor abdominal), laboratoriais (elevação de transaminases, hipergamaglobulinemia, especialmente IgG) e histopatológicos (hepatite de interface, necrose em ponte). A presença de autoanticorpos é um pilar fundamental: FAN (Fator Antinuclear) e/ou anti-músculo liso (AML) são marcadores da HAI tipo 1, enquanto anti-LKM1 (anti-microssomal fígado-rim tipo 1) é característico da HAI tipo 2. É crucial que o anti-mitocôndria (AMA) seja negativo para diferenciar de cirrose biliar primária. Para residentes, o reconhecimento dos padrões de autoanticorpos e a correlação com o quadro clínico são essenciais para o diagnóstico precoce e manejo adequado da HAI. O tratamento geralmente envolve imunossupressão com corticosteroides e azatioprina, visando controlar a inflamação e prevenir a progressão da doença hepática.
Os principais autoanticorpos são o Fator Antinuclear (FAN) e o anticorpo anti-músculo liso (AML), que estão presentes em cerca de 80% dos pacientes com HAI tipo 1.
Sim, a elevação dos níveis de gamaglobulina, especialmente IgG, é um achado laboratorial característico e um dos critérios diagnósticos para hepatite autoimune.
A presença de anti-mitocôndria (AMA) é o marcador principal da cirrose biliar primária, enquanto na hepatite autoimune o AMA é tipicamente negativo, auxiliando no diagnóstico diferencial.
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