UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 23 anos, primigesta, foi diagnosticada com Hepatite C durante a gestação. Em relação à orientação sobre a amamentação, é correto afirmar:
Hepatite C não contraindica amamentação; suspender apenas se houver fissura ou sangramento mamilar.
O VHC não é transmitido pelo leite materno em níveis infectantes; o risco teórico reside no contato direto com sangue se houver lesões mamilares.
A Hepatite C na gestação exige monitoramento, mas não altera a via de parto nem contraindica a amamentação de rotina. A transmissão vertical ocorre em cerca de 5% dos casos, principalmente no periparto. A orientação sobre fissuras mamilares é crucial, pois o VHC é transmitido pelo sangue, e o trauma mamilar é a única via teórica de exposição significativa durante o aleitamento. Instituições como a SBP e o Ministério da Saúde reforçam que os benefícios do leite materno superam riscos inexistentes de transmissão viral pelo leite íntegro.
Não há evidências de que o aleitamento materno aumente o risco de transmissão do vírus da Hepatite C (VHC) da mãe para o recém-nascido. Embora o RNA do VHC possa ser detectado no colostro e no leite, a carga viral é extremamente baixa e o trato gastrointestinal do bebê inativa o vírus.
A interrupção deve ser apenas temporária e restrita à mama que apresentar fissuras mamilares com sangramento ou exsudação. Durante esse período, o leite da mama afetada deve ser ordenhado e descartado, podendo a amamentação ser retomada assim que a lesão cicatrizar.
Atualmente, os antivirais de ação direta (DAAs) não são recomendados durante a gestação devido à falta de estudos de segurança robustos. O tratamento deve ser planejado para o período pós-parto, após o término da amamentação, se possível.
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