UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2018
Tendo como referência as diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS), da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), da Política Nacional de Promoção, Proteção e Apoio ao Aleitamento Materno e da Rede Cegonha, julgue o item seguinte. A vacinação contra hepatite B e a administração de imunoglobulina específica (IGHAHB) à mãe após o parto não eliminam o risco de transmissão da doença via leite materno.
HBsAg+ materna ≠ Contraindicação ao aleitamento se RN receber vacina + IGHAHB nas primeiras 12h.
Embora o HBV possa ser detectado no leite materno, a profilaxia completa do recém-nascido (vacina e imunoglobulina) é altamente eficaz, tornando o aleitamento seguro e recomendado.
A transmissão vertical do vírus da Hepatite B (HBV) ocorre principalmente durante o parto, através do contato com sangue e secreções vaginais. Sem profilaxia, o risco de cronificação da infecção no recém-nascido é de até 90%. Por isso, a triagem pré-natal com HBsAg é mandatória. A administração da vacina (imunização ativa) e da IGHAHB (imunização passiva) ao recém-nascido cria uma barreira imunológica eficaz. As diretrizes nacionais e internacionais (OMS, Ministério da Saúde) são unânimes em afirmar que a Hepatite B materna não é contraindicação ao aleitamento materno. É fundamental que o médico residente saiba diferenciar as patologias que realmente impedem a amamentação (como HIV e HTLV) daquelas que exigem apenas medidas profiláticas concomitantes, como a Hepatite B.
Sim, a amamentação é permitida e recomendada para mães portadoras do vírus da Hepatite B (HBsAg positivo), desde que o recém-nascido receba a primeira dose da vacina contra Hepatite B e a Imunoglobulina Humana Anti-Hepatite B (IGHAHB) preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. A combinação dessas medidas reduz o risco de transmissão vertical em mais de 95%, tornando a via de transmissão pelo leite materno desprezível frente aos benefícios do aleitamento.
O DNA do vírus da Hepatite B e o antígeno HBsAg podem ser detectados no leite materno de mulheres infectadas. No entanto, estudos epidemiológicos não demonstraram um risco adicional de infecção para lactentes amamentados por mães HBsAg positivas em comparação com aqueles alimentados com fórmula, desde que a imunoprofilaxia adequada tenha sido realizada ao nascimento. O risco teórico de transmissão através de fissuras mamárias com presença de sangue também é minimizado pela imunização do bebê.
Se o status sorológico da mãe for identificado apenas após o parto, a vacina e a IGHAHB devem ser administradas ao recém-nascido o mais rápido possível. A vacina tem eficácia mesmo se iniciada um pouco mais tarde, mas a IGHAHB deve ser aplicada idealmente até o 7º dia de vida (embora a eficácia máxima seja nas primeiras 12-24h). A amamentação não precisa ser suspensa enquanto se aguarda a administração da profilaxia, dada a baixa infectividade do leite isoladamente.
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