SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2026
Paciente masculino, 46 anos, etilista pesado, com diagnóstico de hepatite alcoólica grave (DF 33), inicia corticosteroides. Recebe suporte nutricional, reposição de tiamina, acetilcisteína, além da abstinência alcoólica. Após 7 dias, Lille score é 0,21. Qual a conduta adequada?
Lille < 0,45 no 7º dia → boa resposta ao corticoide → manter por 28 dias.
O Escore de Lille avalia a resposta precoce aos corticosteroides na hepatite alcoólica grave. Um valor < 0,45 indica que o tratamento é eficaz e deve ser completado por 4 semanas.
A hepatite alcoólica grave é uma síndrome clínica caracterizada por icterícia de início súbito e insuficiência hepática em pacientes com consumo pesado de álcool. O manejo baseia-se na estratificação de risco e suporte intensivo. A prednisolona é o pilar do tratamento farmacológico para reduzir a inflamação sistêmica e hepática. O acompanhamento rigoroso da resposta laboratorial (bilirrubinas) é essencial para o cálculo do Escore de Lille, que dita a continuidade do tratamento. Além da farmacoterapia, o suporte nutricional hipercalórico e a reposição de vitaminas (especialmente tiamina) são cruciais para prevenir a Encefalopatia de Wernicke e melhorar o prognóstico global.
A gravidade é classicamente definida pela Função Discriminante de Maddrey (DF). Um valor ≥ 32 indica doença grave com alto risco de mortalidade em curto prazo, justificando o início de corticosteroides (geralmente prednisolona 40mg/dia), desde que não haja contraindicações como hemorragia digestiva ativa, insuficiência renal grave ou infecção não tratada.
O Escore de Lille é calculado após 7 dias de corticoterapia. Se o valor for < 0,45, o paciente é considerado 'respondedor', e o benefício de manter a medicação supera os riscos, devendo-se completar 28 dias de tratamento. Se ≥ 0,45, o paciente é 'não respondedor', e o corticoide deve ser suspenso devido à falta de benefício e risco de infecções.
Atualmente, a pentoxifilina não é mais recomendada como primeira linha nem como terapia de resgate para falha ao corticoide, conforme grandes ensaios clínicos (como o STOPAH). Seu uso caiu em desuso frente à superioridade da prednisolona em reduzir a mortalidade em 28 dias, embora não mude a sobrevida em longo prazo.
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