UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
Um homem de 55 anos, caucasiano, obeso, etilista de longa data, com histórico de episódio recente de libação alcoólica, apresenta-se no PS com quadro de dor abdominal no quadrante superior direito, icterícia e febre. Ao exame físico, há hepatomegalia e discreta ascite. Os exames laboratoriais mostram elevações significativas das transaminases (até 10x o valor da normalidade) e bilirrubinas, gama GT maior 5x valor da normalidade, Fosfatase alcalina normal, albumina normal, TAP com 88% de atividade. Qual é a condição clínica mais provável desse paciente?
Hepatite alcoólica = etilista crônico + dor QSD, icterícia, febre + transaminases ↑ (até 10x), GGT ↑, FA normal.
A hepatite alcoólica aguda é uma inflamação hepática grave em etilistas crônicos, frequentemente precipitada por libação. O diagnóstico é clínico-laboratorial, com elevação de transaminases (geralmente AST>ALT, mas ambas <500 U/L), GGT elevada, bilirrubinas elevadas e fosfatase alcalina normal ou discretamente elevada, diferenciando-a de colangite ou hepatite viral.
A hepatite alcoólica aguda é uma síndrome inflamatória hepática grave que ocorre em indivíduos com histórico de consumo excessivo e crônico de álcool, frequentemente precipitada por um episódio de libação alcoólica recente. É uma condição com alta morbimortalidade, exigindo reconhecimento e manejo urgentes. O diagnóstico é essencialmente clínico e laboratorial, sendo crucial para residentes e médicos de emergência. Os achados clínicos típicos incluem dor abdominal no quadrante superior direito, icterícia, febre, náuseas, vômitos e mal-estar. Ao exame físico, pode-se encontrar hepatomegalia dolorosa e, em casos mais avançados, sinais de ascite ou encefalopatia. A história de etilismo de longa data é um pilar fundamental para a suspeita diagnóstica. Laboratorialmente, a hepatite alcoólica é caracterizada por elevações significativas das transaminases (AST e ALT), geralmente não excedendo 500 U/L, com uma relação AST/ALT frequentemente maior que 2. A gama GT (GGT) costuma estar muito elevada, enquanto a fosfatase alcalina (FA) é normal ou apenas discretamente elevada, o que a diferencia de condições obstrutivas como a colangite. A hiperbilirrubinemia é comum e pode ser acentuada. A albumina pode estar normal ou reduzida, e o tempo de protrombina (TAP) pode estar prolongado, indicando disfunção sintética hepática e sendo um marcador de gravidade. O manejo envolve a abstinência alcoólica, suporte nutricional e, em casos graves, corticosteroides.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal no quadrante superior direito, icterícia (pele e olhos amarelados), febre, náuseas, vômitos e mal-estar. Pode haver hepatomegalia e ascite em casos mais graves.
Tipicamente, há elevação das transaminases (AST e ALT, geralmente AST/ALT > 2, mas ambas < 500 U/L), elevação da gama GT, hiperbilirrubinemia e fosfatase alcalina normal ou discretamente elevada. A albumina pode estar normal ou baixa, e o TAP pode estar alterado em casos graves.
A hepatite alcoólica se diferencia pela história de etilismo, padrão de transaminases (AST/ALT > 2, valores não muito altos), GGT elevada e fosfatase alcalina normal ou pouco alterada. Colangite cursa com FA e GGT muito elevadas, e hepatite viral com transaminases muito mais altas (>1000 U/L).
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