FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2023
Considerando os quadros de hepatite, assinale a alternativa correta.
A hepatite alcoólica aguda é uma manifestação grave da doença hepática alcoólica, caracterizada por inflamação e necrose hepática. Sua prevalência está diretamente ligada ao consumo excessivo e crônico de álcool, sendo uma causa significativa de morbimortalidade hepática em todo o mundo. O reconhecimento precoce é crucial para o manejo adequado. O diagnóstico da hepatite alcoólica baseia-se na história de consumo alcoólico, achados clínicos como icterícia, febre e dor abdominal, e exames laboratoriais. O padrão enzimático clássico inclui elevação das transaminases (AST e ALT), com a AST geralmente não excedendo 500 U/L e uma relação AST/ALT maior que 2, um achado distintivo que ajuda a diferenciá-la de outras hepatites. O tratamento envolve a abstinência alcoólica, suporte nutricional e, em casos graves, corticosteroides. É fundamental afastar outras causas de lesão hepática e monitorar complicações como infecções e insuficiência hepática. A compreensão dos marcadores bioquímicos é essencial para o diagnóstico diferencial e a conduta terapêutica.
Os principais marcadores são a elevação das transaminases (AST e ALT), com AST geralmente abaixo de 500 U/L e uma relação AST/ALT tipicamente maior que 2. Outros marcadores incluem GGT e bilirrubinas elevadas.
A relação AST/ALT > 2 na hepatite alcoólica ocorre porque o álcool causa deficiência de piridoxal-fosfato, um cofator essencial para a ALT, mas não para a AST. Além disso, a AST mitocondrial é liberada em maior proporção na lesão alcoólica.
A diferenciação envolve a história clínica de consumo alcoólico, os padrões de elevação das transaminases (AST/ALT > 2 na alcoólica), e a exclusão de outras etiologias como hepatites virais, autoimunes ou medicamentosas.
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