SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
São medidas indicadas para o tratamento de paciente de hepatite aguda alcóolica, exceto:
Maddrey ≥ 32 → Corticoide; Albumina não é tratamento primário para ascite na hepatite aguda.
O tratamento foca em suporte nutricional, corticoides para casos graves (Maddrey ≥ 32) e prevenção de complicações como Wernicke. A albumina é reservada para síndrome hepatorrenal ou PBE, não ascite isolada.
A hepatite alcoólica aguda é uma síndrome clínica caracterizada por icterícia e insuficiência hepática em pacientes com consumo pesado de álcool. A fisiopatologia envolve estresse oxidativo e liberação de citocinas pró-inflamatórias (TNF-alfa). O diagnóstico é clínico, mas escores de gravidade como o Maddrey e o MELD são essenciais para definir o prognóstico e a necessidade de intervenção farmacológica agressiva. O suporte nutricional enteral é um pilar frequentemente negligenciado, mas vital para a recuperação, visto que a desnutrição proteico-calórica é quase universal nesses pacientes. O transplante hepático, antes contraindicado em quadros agudos, tem sido aceito em protocolos selecionados de 'transplante precoce' para pacientes que não respondem ao tratamento clínico inicial.
A indicação clássica de corticoterapia, preferencialmente com prednisolona 40mg/dia, ocorre quando o Índice de Função Discriminante de Maddrey é maior ou igual a 32 ou na presença de encefalopatia hepática, desde que não haja contraindicações como infecção ativa ou hemorragia digestiva. O objetivo é reduzir a inflamação sistêmica e hepática, melhorando a sobrevida em curto prazo.
A reposição de Tiamina é crucial para prevenir a Encefalopatia de Wernicke, uma complicação neurológica aguda comum em etilistas crônicos devido à má absorção e baixas reservas de vitamina B1. Deve ser administrada antes de qualquer infusão de glicose para evitar a precipitação da síndrome, garantindo a proteção do sistema nervoso central.
A albumina humana é um expansor plasmático indicado especificamente para a prevenção de insuficiência renal na peritonite bacteriana espontânea (PBE) ou no tratamento da síndrome hepatorrenal. Para o manejo da ascite, as medidas de primeira linha são a restrição sódica e o uso de diuréticos (espironolactona e furosemida), não a reposição proteica isolada.
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