FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
As alterações laboratoriais típicas da hepatite alcóolica são:
Hepatite alcoólica: AST/ALT > 2-3, transaminases < 400 UI/mL, ↑ GGT, ↑ bilirrubina, ↑ TP.
Na hepatite alcoólica, a relação AST/ALT > 2-3 é um marcador clássico, devido à deficiência de piridoxal-fosfato (cofator da ALT) nos hepatócitos danificados pelo álcool. O aumento do tempo de protrombina reflete disfunção sintética hepática, indicando gravidade.
A hepatite alcoólica é uma manifestação grave da doença hepática alcoólica, caracterizada por inflamação aguda do fígado em resposta ao consumo excessivo de álcool. É uma condição com alta morbimortalidade, sendo crucial para residentes o reconhecimento precoce de seus achados laboratoriais e clínicos para um manejo adequado. O diagnóstico da hepatite alcoólica é primariamente clínico e laboratorial. As transaminases (AST e ALT) geralmente se elevam de forma moderada, tipicamente abaixo de 400 UI/mL, e a relação AST/ALT > 2-3 é um achado clássico e distintivo. A gama GT (GGT) costuma estar acentuadamente elevada, refletindo a indução enzimática pelo álcool. A hiperbilirrubinemia e o prolongamento do tempo de protrombina são indicativos de disfunção hepática e são importantes marcadores de gravidade. O tratamento da hepatite alcoólica varia conforme a gravidade, podendo incluir suporte nutricional, abstinência alcoólica e, em casos graves, corticosteroides ou pentoxifilina. O prognóstico é reservado, especialmente em pacientes com disfunção hepática significativa, ressaltando a importância do reconhecimento rápido e da intervenção terapêutica para melhorar os desfechos.
Os principais marcadores incluem aumento moderado de transaminases (AST e ALT), com a relação AST/ALT geralmente > 2-3, aumento pronunciado de gama GT, hiperbilirrubinemia e prolongamento do tempo de protrombina.
A elevação desproporcional da AST em relação à ALT na hepatite alcoólica ocorre devido à deficiência de piridoxal-fosfato, um cofator essencial para a atividade da ALT, que é comum em pacientes alcoólatras, além do dano mitocondrial que libera AST.
O tempo de protrombina é um importante indicador da função sintética hepática e, quando prolongado na hepatite alcoólica, sugere disfunção hepática grave e é um critério de gravidade e prognóstico.
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