UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
Em relação à infecção aguda pelo vírus da hepatite C assinale a alternativa correta:
Hepatite C aguda: maioria assintomática, mas 20-30% podem ter sintomas inespecíficos de hepatite viral.
A infecção aguda pelo vírus da hepatite C é predominantemente assintomática. No entanto, uma parcela de 20% a 30% dos pacientes pode apresentar sintomas inespecíficos de hepatite viral aguda, como febre, náuseas, icterícia, fadiga e anorexia.
A infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) é um problema de saúde pública global. A fase aguda da infecção é frequentemente assintomática, o que dificulta o diagnóstico precoce e contribui para a alta taxa de cronicidade. Quando os sintomas ocorrem, são inespecíficos e podem incluir fadiga, náuseas, anorexia, febre e icterícia, mimetizando outras hepatites virais. A detecção do HCV-RNA é o método mais precoce para diagnosticar a infecção aguda, sendo positiva semanas após a exposição. Um ponto crítico para residentes é a alta taxa de cronicidade da hepatite C. Diferente da hepatite B, onde a maioria dos adultos elimina o vírus, cerca de 75-85% dos pacientes com HCV desenvolvem infecção crônica. Fatores como sexo feminino, idade jovem e presença de sintomas na fase aguda estão associados a uma maior chance de eliminação espontânea do vírus, embora esta seja rara. O manejo da hepatite C aguda envolve monitoramento e, em casos selecionados, tratamento precoce para prevenir a cronicidade. A compreensão da história natural da doença, incluindo a fase aguda e os fatores que influenciam a progressão para a cronicidade, é essencial para o diagnóstico, aconselhamento e manejo adequados dos pacientes, bem como para a prevenção de complicações a longo prazo como cirrose e carcinoma hepatocelular.
A maioria dos casos de hepatite C aguda é assintomática. Quando presentes, os sintomas são inespecíficos e semelhantes a outras hepatites virais, incluindo fadiga, náuseas, anorexia, febre e, em alguns casos, icterícia.
O RNA do vírus da hepatite C (HCV-RNA) pode ser detectado no soro de pacientes infectados já nas primeiras 1 a 3 semanas após a exposição, muito antes do surgimento de anticorpos anti-HCV.
Cerca de 75% a 85% dos pacientes infectados pelo vírus da hepatite C não eliminam o vírus espontaneamente e evoluem para a infecção crônica, que pode levar a cirrose e carcinoma hepatocelular.
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