Hepatite B Aguda: Sinais Bioquímicos e Clínicos Iniciais

HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023

Enunciado

A hepatite B pode se apresentar de forma aguda ou crônica nos indivíduos infectados. Sendo correto que:

Alternativas

  1. A) As hepatites agudas benignas costumam ser identificadas pela redução dos níveis séricos das aminotransferases, o que leva o indivíduo a apresentar sintomas de uma infecção viral inespecífica, com leves alterações gastrintestinais.
  2. B) As hepatites agudas benignas costumam ser identificadas pelo aumento dos níveis séricos das aminotransferases, o que leva o indivíduo a apresentar sintomas de uma infecção viral específica, com leves alterações gastrintestinais.
  3. C) As hepatites agudas benignas costumam ser identificadas pelo aumento dos níveis séricos das aminotransferases, o que leva o indivíduo a nunca apresentar sintomas de uma infecção viral inespecífica, com leves alterações gastrintestinais.
  4. D) As hepatites agudas benignas costumam ser identificadas pelo aumento dos níveis séricos das aminotransferases, o que leva o indivíduo a apresentar sintomas de uma infecção viral inespecífica, com leves alterações gastrintestinais.

Pérola Clínica

Hepatite B aguda benigna → ↑ aminotransferases + sintomas virais inespecíficos/gastrintestinais leves.

Resumo-Chave

A hepatite B aguda, mesmo em sua forma benigna, é caracterizada por um aumento significativo dos níveis séricos das aminotransferases (ALT e AST), que refletem a lesão hepatocelular. Os sintomas iniciais são frequentemente inespecíficos, assemelhando-se a uma síndrome viral, podendo incluir fadiga, mal-estar, náuseas e desconforto abdominal, antes do possível aparecimento de icterícia.

Contexto Educacional

A hepatite B é uma infecção viral do fígado que pode se apresentar de forma aguda ou crônica. A fase aguda da infecção pelo vírus da hepatite B (HBV) é frequentemente assintomática ou oligossintomática, especialmente em crianças. No entanto, quando sintomática, a apresentação clínica pode variar desde uma doença leve e inespecífica até formas graves e fulminantes. A compreensão do curso clínico e dos marcadores bioquímicos é essencial para o diagnóstico e manejo adequados. As hepatites agudas, mesmo as consideradas benignas ou anictéricas, são caracterizadas por uma resposta inflamatória no fígado que resulta em lesão hepatocelular. Essa lesão é refletida bioquimicamente pelo aumento dos níveis séricos das aminotransferases (ALT e AST), que podem atingir valores dez a cem vezes o limite superior da normalidade. Clinicamente, os pacientes podem experimentar uma fase prodrômica com sintomas inespecíficos de uma infecção viral, como fadiga, mal-estar, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal e febre baixa, antes do possível surgimento de icterícia. A evolução para a cronicidade ocorre em uma porcentagem menor de adultos infectados agudamente (5-10%), mas é muito mais comum em neonatos e crianças pequenas. O diagnóstico da hepatite B aguda é confirmado pela presença do antígeno de superfície do HBV (HBsAg) e do anticorpo IgM contra o antígeno do core do HBV (anti-HBc IgM). O manejo é principalmente de suporte, com monitoramento dos marcadores hepáticos e sorológicos. A vacinação é a principal medida preventiva contra a infecção pelo HBV.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais marcadores bioquímicos da hepatite B aguda?

Os principais marcadores bioquímicos da hepatite B aguda são as aminotransferases (ALT e AST), que se elevam significativamente devido à lesão dos hepatócitos. A bilirrubina também pode estar elevada, especialmente se houver icterícia.

Quais sintomas são comuns na fase inicial da hepatite B aguda?

Na fase inicial da hepatite B aguda, os sintomas são frequentemente inespecíficos, assemelhando-se a uma infecção viral comum. Podem incluir fadiga, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, febre baixa e, ocasionalmente, artralgias ou rash cutâneo.

Como diferenciar a hepatite B aguda de outras infecções virais?

A diferenciação da hepatite B aguda de outras infecções virais é feita principalmente pela sorologia específica para o vírus da hepatite B (HBsAg, anti-HBc IgM, HBeAg, anti-HBe, HBV-DNA). A elevação das aminotransferases é um forte indicativo de envolvimento hepático.

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