SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
O paciente, um homem de 50 anos, relata sintomas persistentes de mal-estar geral e dor abdominal difusa, há alguns dias. Além disso, enfrenta fadiga extrema, episódios intermitentes de náuseas e uma acentuada falta de apetite. Não possui histórico conhecido de doenças hepáticas prévias nem exposição a fatores de risco como álcool ou toxinas. O destaque do quadro é a sorologia reativa para hepatite B (HBsAg reagente), juntamente com a identificação de hepatomegalia discreta à palpação abdominal, sem outras descobertas relevantes durante o exame físico. Alguns resultados laboratoriais apresentados são: ALT (alanina aminotransferase): 8000 U/L (normal até 30 U/L); AST (aspartato aminotransferase): 5000 U/L (normal até 35 U/L); Bilirrubina total: 1.2 mg/dL (normal até 1.2 mg/dL); Bilirrubina direta: 0.6 mg/dL (normal até 0.4 mg/dL), e Coagulograma: dentro dos limites de normalidade. Conforme Informações em relação ao caso clínico, assinale a alternativa incorreta:
A hepatite B é uma infecção viral que pode se apresentar de forma aguda ou crônica, com um espectro de manifestações clínicas que variam de assintomáticas a insuficiência hepática fulminante. A compreensão dos marcadores sorológicos é fundamental para o diagnóstico preciso da fase da doença, o que é crítico para o manejo e prognóstico. A infecção pelo vírus da hepatite B (VHB) representa um problema de saúde pública global, com milhões de pessoas afetadas. O diagnóstico da hepatite B aguda é estabelecido pela presença do antígeno de superfície do VHB (HBsAg) e do anticorpo IgM contra o antígeno do core (Anti-HBc IgM). Elevações das aminotransferases (ALT e AST) são marcadores de dano hepatocelular. Níveis de ALT e AST na casa dos milhares, como no caso apresentado (8000 U/L e 5000 U/L), indicam uma lesão hepática aguda e grave, e não "moderada", refletindo uma necrose hepatocelular extensa. A bilirrubina e o coagulograma fornecem informações adicionais sobre a função hepática e a gravidade da doença. O acompanhamento de pacientes com hepatite B é essencial, especialmente aqueles que cronificam, devido ao risco de cirrose e carcinoma hepatocelular. A avaliação laboratorial seriada, ultrassonografia e elastografia hepática são ferramentas importantes para monitorar a progressão da doença. O tratamento antiviral, com medicamentos como entecavir, tenofovir disoproxil fumarate (TDF) e tenofovir alafenamide (TAF), é indicado para pacientes com doença crônica ativa, visando a supressão viral e a prevenção de complicações. A escolha do antiviral depende de fatores como eficácia, perfil de segurança e comorbidades.
A hepatite B aguda é caracterizada pela presença de HBsAg e Anti-HBc IgM. Na hepatite B crônica, o HBsAg persiste por mais de seis meses, e o Anti-HBc IgG é positivo, enquanto o Anti-HBc IgM é geralmente negativo.
Elevações de ALT e AST na casa dos milhares (como 8000 U/L e 5000 U/L) indicam dano hepatocelular agudo e grave, frequentemente associado a hepatites virais agudas, lesão hepática induzida por drogas ou isquemia.
O coagulograma é um indicador crucial da função sintética hepática. Um coagulograma alterado (INR elevado, tempo de protrombina prolongado) em um paciente com hepatite aguda grave pode indicar insuficiência hepática aguda, uma condição de alta mortalidade.
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