Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
Habitualmente, a Hepatite C é descoberta em sua fase crônica e, como os sintomas são muitas vezes escassos e inespecíficos, a doença pode evoluir durante décadas sem suspeição clínica. NÃO podemos apenas aceitar que:
Hepatite C aguda: geralmente assintomática, NÃO chamativa.
A Hepatite C aguda é, na grande maioria dos casos, assintomática ou oligossintomática, o que dificulta seu diagnóstico precoce e contribui para a progressão silenciosa para a fase crônica. A icterícia é rara e os sintomas, quando presentes, são inespecíficos.
A Hepatite C é uma infecção viral do fígado causada pelo vírus da Hepatite C (HCV), que representa um grave problema de saúde pública global. A doença é notória por sua natureza insidiosa, sendo frequentemente descoberta em sua fase crônica avançada, devido à ausência de sintomas específicos na fase aguda. Residentes precisam compreender a história natural da doença para uma detecção e manejo eficazes. A fase aguda da Hepatite C é, na vasta maioria dos casos, assintomática (cerca de 70-80%) ou oligossintomática, com sintomas inespecíficos como fadiga, náuseas ou mal-estar, e icterícia ocorrendo em menos de 25% dos pacientes. Essa apresentação 'silenciosa' é o principal motivo pelo qual o diagnóstico precoce é raro, e a infecção frequentemente progride para a cronicidade sem ser percebida. A maioria dos indivíduos infectados (75-85%) desenvolve Hepatite C crônica, que pode levar a complicações graves como cirrose, insuficiência hepática e carcinoma hepatocelular ao longo de décadas. O diagnóstico geralmente ocorre por meio de testes sorológicos de rotina (anti-HCV) ou em triagens para doação de sangue. As vias de transmissão incluem contato com sangue contaminado (uso de drogas injetáveis, transfusões antes de 1992, procedimentos médicos não seguros) e, em menor proporção, transmissão vertical e sexual. O tratamento atual com antivirais de ação direta (DAAs) oferece altas taxas de cura.
A maioria dos casos de Hepatite C aguda é assintomática. Quando presentes, os sintomas são inespecíficos, como fadiga, náuseas, dor abdominal leve e, raramente, icterícia. Isso dificulta o diagnóstico precoce.
O diagnóstico da Hepatite C ocorre frequentemente na fase crônica, após testes sorológicos de rotina (anti-HCV) em exames de saúde, triagem para doação de sangue, ou investigação de elevação inexplicada de enzimas hepáticas. A detecção do RNA do HCV confirma a infecção ativa.
A Hepatite C aguda é a fase inicial da infecção, que em cerca de 15-25% dos casos pode ter resolução espontânea. No entanto, a maioria (75-85%) evolui para a Hepatite C crônica, caracterizada pela persistência do vírus por mais de seis meses, podendo levar a cirrose e carcinoma hepatocelular ao longo de décadas.
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