Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2021
Os níveis séricos do HCV-RNA aumentam rapidamente durante as primeiras semanas, sendo correto o item:
Hepatite C aguda: HCV-RNA ↑ antes do pico de aminotransferases, podendo coincidir com sintomas.
Na fase aguda da Hepatite C, a viremia (HCV-RNA) atinge seu pico antes da elevação máxima das aminotransferases (ALT/AST), que reflete a lesão hepática. Este período pode coincidir com o aparecimento de sintomas inespecíficos, embora a maioria dos casos agudos seja assintomática.
A hepatite C aguda é a fase inicial da infecção pelo vírus da hepatite C (HCV), que pode evoluir para cronicidade em cerca de 75-85% dos casos. A compreensão da cinética viral e enzimática é fundamental para o diagnóstico e manejo. A transmissão ocorre principalmente por via parenteral, como compartilhamento de agulhas e transfusões de sangue antes de 1992. Após a exposição, o HCV-RNA se torna detectável no sangue em 1 a 3 semanas, atingindo níveis máximos (viremia) de 10^5 a 10^7 UI/mL. Essa elevação viral precede o pico das aminotransferases (ALT e AST), que geralmente ocorre 4 a 12 semanas após a exposição e reflete a lesão hepatocelular induzida pela resposta imune ao vírus. Embora a maioria dos pacientes seja assintomática, alguns podem apresentar fadiga, náuseas, icterícia ou dor abdominal, que podem coincidir com o pico das aminotransferases. O diagnóstico da hepatite C aguda é confirmado pela detecção do HCV-RNA. O tratamento precoce com antivirais de ação direta (DAAs) pode prevenir a cronicidade e suas complicações, como cirrose e carcinoma hepatocelular. É crucial o rastreamento em populações de risco para identificar e tratar a infecção.
Na hepatite C aguda, o HCV-RNA se torna detectável primeiro, seguido pelo aumento das aminotransferases e, posteriormente, pelo surgimento de anticorpos anti-HCV.
O HCV-RNA reflete a replicação viral, que ocorre antes da resposta imune do hospedeiro e da lesão hepatocelular que levam à liberação das aminotransferases na corrente sanguínea.
Não, a maioria dos casos de hepatite C aguda (cerca de 70-80%) é assintomática, o que dificulta o diagnóstico precoce e favorece a progressão para a cronicidade.
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