Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Um paciente, sexo masculino, de 35 anos, procura atendimento médico com queixas de fadiga, dor no hipocôndrio direito e icterícia. Ao exame físico, apresenta hepatomegalia e sinais de icterícia. Os exames laboratoriais revelam elevações nas transaminases (AST: 150 U/L e ALT: 200 U/L) e bilirrubinas totais (5 mg/dL). Os testes sorológicos para hepatite B são solicitados e os resultados são os seguintes: HBsAg positivo, anti-HBs negativo, anti-HBc IgM positivo, e anti-HBc total positivo. Assinale a alternativa que apresenta a orientação que deve ser dada ao paciente em relação ao estilo de vida e cuidados necessários para o manejo da hepatite B:
Hepatite B Aguda (HBsAg+ e IgM anti-HBc+) → Vacinar contra Hep A se soronegativo + evitar álcool/fármacos.
O manejo da hepatite B aguda foca na prevenção de danos hepáticos adicionais e na proteção contra outras hepatites virais que podem agravar o quadro.
A hepatite B aguda é uma infecção viral sistêmica que afeta primariamente o fígado. Na maioria dos adultos imunocompetentes, a infecção é autolimitada, com clareamento do HBsAg em até 6 meses. O tratamento medicamentoso antiviral raramente é necessário na fase aguda, exceto em casos de hepatite grave ou fulminante. As orientações de estilo de vida são cruciais: repouso relativo conforme a tolerância do paciente, dieta pobre em gorduras se houver náuseas, e abstinência absoluta de álcool. A monitorização laboratorial deve ser contínua até a normalização das transaminases e o surgimento do anti-HBs, que indica cura e imunidade.
A fase aguda é caracterizada pela presença do HBsAg (antígeno de superfície) e, crucialmente, pelo anticorpo anti-HBc da classe IgM. O paciente geralmente apresenta elevação acentuada de transaminases e pode ter sintomas como icterícia, colúria e acolia fecal.
Pacientes com uma hepatopatia crônica ou aguda preexistente (como a Hepatite B) apresentam um risco significativamente maior de desenvolver insuficiência hepática grave ou hepatite fulminante se contraírem o vírus da Hepatite A (HAV). Portanto, a imunização contra o HAV é uma medida preventiva padrão.
Devem ser evitados medicamentos hepatotóxicos, como o paracetamol em doses elevadas, anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e substâncias metabolizadas pelo fígado que possam sobrecarregar o órgão inflamado. O consumo de álcool deve ser totalmente suspenso.
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