Hepatite A: Conduta no Rastreamento de Contatos

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 32 anos é examinada como parte do rastreamento de contatos de um caso de hepatite aguda relacionada ao vírus da hepatite A (VHA) em uma creche. Relata que trabalha como enfermeira pediátrica e que nasceu e foi criada na capital do estado de São Paulo, sem nenhuma viagem recente. Ela está assintomática, não tem antecedentes mórbidos, seu exame físico é normal e não toma nenhuma medicação regularmente. Em relação à enfermeira avaliada, nesse momento, a próxima ação de maior efetividade prática é:

Alternativas

  1. A) Administrar imunoglobulina para o VHA.
  2. B) Aplicar uma dose da vacina contra o VHA.
  3. C) Solicitar hemograma, bioquímica e perfil hepático.
  4. D) Solicitar sorologias para as hepatites virais.
  5. E) Tranquilizá-la e seguimento observacional.

Pérola Clínica

Contato com Hepatite A em < 14 dias → Vacina (preferencial 1-40 anos) ou Imunoglobulina.

Resumo-Chave

Para contatos suscetíveis expostos ao VHA há menos de 14 dias, a vacinação é a conduta de escolha para indivíduos saudáveis entre 1 e 40 anos para prevenir a transmissão secundária.

Contexto Educacional

A Hepatite A é uma infecção viral de transmissão fecal-oral, comum em ambientes com aglomerações como creches e escolas. Embora geralmente autolimitada em crianças, pode ser grave em adultos. A profilaxia pós-exposição (PPE) é uma estratégia de saúde pública vital para interromper cadeias de transmissão. A vacina de vírus inativado é extremamente imunogênica. No Brasil, a vacina faz parte do calendário nacional para crianças, mas muitos adultos permanecem suscetíveis. Em profissionais de saúde expostos, a vacinação de bloqueio é a conduta padrão ouro quando a exposição é identificada precocemente.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta para contatos de Hepatite A em creches?

Em surtos ou contatos em creches, a profilaxia pós-exposição deve ser oferecida a todos os funcionários e crianças não vacinadas que tiveram contato com o caso índice. A medida de maior efetividade prática e recomendada pelo Ministério da Saúde e CDC é a administração da vacina contra Hepatite A o mais rápido possível, preferencialmente dentro de 14 dias após a exposição.

Quando usar Imunoglobulina em vez da Vacina?

A imunoglobulina é preferida para profilaxia pós-exposição em indivíduos com contraindicações à vacina, imunocomprometidos, pacientes com hepatopatia crônica ou em extremos de idade (menores de 1 ano ou maiores de 40 anos). Para pessoas saudáveis entre 1 e 40 anos, a vacina é altamente eficaz e confere proteção duradoura.

É necessário solicitar sorologia antes da vacina?

Não. Em uma situação de rastreamento de contatos e necessidade de bloqueio vacinal, a solicitação de sorologias (Anti-HAV IgG/IgM) atrasa a intervenção. Se a pessoa já for imune, a vacina não trará danos; se for suscetível, a vacina aplicada precocemente pode prevenir a doença clínica ou atenuar sua gravidade.

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