Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
O tratamento na fase aguda da infecção pelo HCV tem como finalidade reduzir o risco de progressão para hepatite crônica, bem como diminuir a transmissão desse vírus na população. Indique o item com erro:
Hepatite C aguda: clareamento viral espontâneo pode ocorrer mesmo em casos sintomáticos/ictéricos.
O clareamento viral espontâneo na hepatite C aguda é possível em até 25% dos casos, independentemente da presença de sintomas ou icterícia. A detecção precoce e o tratamento são cruciais para prevenir a cronicidade e a transmissão, mas a possibilidade de resolução espontânea não deve ser descartada.
A hepatite C aguda é uma infecção viral do fígado causada pelo vírus da hepatite C (HCV), frequentemente assintomática, o que dificulta seu diagnóstico precoce. Estima-se que cerca de 15% a 25% dos indivíduos infectados consigam eliminar o vírus espontaneamente, especialmente nas primeiras 12 semanas após a infecção, sem necessidade de tratamento. A detecção precoce é crucial para a saúde pública, visando reduzir a transmissão e a progressão para a forma crônica da doença. A fisiopatologia envolve a replicação viral nos hepatócitos, levando a uma resposta inflamatória. O diagnóstico é feito pela detecção de RNA do HCV e anticorpos anti-HCV. A suspeita deve surgir em pacientes com elevação inexplicada de transaminases ou histórico de exposição a fatores de risco, como uso de drogas intravenosas, transfusões sanguíneas antes de 1992 ou contato com sangue contaminado. É fundamental entender que mesmo pacientes sintomáticos ou ictéricos podem apresentar clareamento viral espontâneo, contrariando a ideia de que a icterícia impede essa resolução. O tratamento da hepatite C aguda, quando indicado, visa erradicar o vírus e prevenir a progressão para a doença crônica, que pode levar a cirrose, insuficiência hepática e carcinoma hepatocelular. Atualmente, os antivirais de ação direta (DAAs) são altamente eficazes e bem tolerados. A decisão de tratar imediatamente ou observar para clareamento espontâneo deve ser individualizada, considerando fatores como a gravidade dos sintomas, o risco de transmissão e a disponibilidade de acompanhamento.
A hepatite C aguda é frequentemente assintomática. Quando sintomática, pode apresentar fadiga, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e icterícia. A icterícia é um sinal de maior gravidade, mas não impede o clareamento viral espontâneo.
O tratamento da hepatite C aguda deve ser considerado o mais precocemente possível, idealmente após a confirmação da infecção e antes da progressão para a cronicidade. O objetivo é reduzir o risco de doença crônica e a transmissão viral, embora a observação para clareamento espontâneo possa ser uma opção em casos selecionados.
Aproximadamente 75% a 85% dos pacientes com hepatite C aguda não conseguem eliminar o vírus espontaneamente e progridem para a infecção crônica. Fatores como genótipo viral, sexo masculino e imunossupressão podem influenciar essa progressão.
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