HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
Paciente 36 anos, obesa, em tratamento para depressão, uso de ACO e inibidor de GLP-1, evolui com dores na região superior do abdome e massa palpável. Tomografia computadorizada evidencia adenoma hepático de 14 em envolvendo todo o lobo esquerdo. O cirurgião indicou hepatectomia esquerda anatómica e serão ressecados os seguintes seguimentos:
Hepatectomia esquerda anatômica = Ressecção dos segmentos II, III, IVa e IVb.
A hepatectomia esquerda formal envolve a remoção de todo o território irrigado pela artéria hepática esquerda e veia porta esquerda, compreendendo os segmentos laterais (II, III) e mediais (IVa, IVb).
A anatomia hepática baseia-se na distribuição vascular e biliar, conforme a classificação de Couinaud. O fígado é dividido em oito segmentos funcionais independentes. A hepatectomia esquerda é um procedimento complexo que exige o controle do pedículo glissoniano esquerdo e da veia hepática esquerda. A compreensão exata dos limites entre o lobo direito e esquerdo (linha de Cantlie) é crucial para evitar lesões na drenagem venosa do lobo remanescente.
O lobo esquerdo cirúrgico, delimitado pela fissura umbilical e pela linha de Cantlie, compreende os segmentos II, III (setor lateral esquerdo) e IV (setor medial esquerdo, subdividido em IVa superior e IVb inferior). Na hepatectomia esquerda anatômica, todos esses segmentos são removidos, respeitando a vascularização portal e arterial esquerda.
Terminologicamente, a lobectomia esquerda refere-se frequentemente à ressecção dos segmentos II e III (segmentectomia lateral esquerda). Já a hepatectomia esquerda anatômica é mais extensa, incluindo obrigatoriamente o segmento IV (IVa e IVb), estendendo-se até a linha de Cantlie (veia hepática média).
A indicação cirúrgica no adenoma hepático baseia-se no tamanho (> 5 cm), subtipo molecular (especialmente o subtipo ativado pela beta-catenina devido ao risco de malignização), sexo masculino ou presença de sintomas/complicações como hemorragia. No caso de adenomas gigantes em mulheres, a ressecção é preferida pelo risco de ruptura.
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