SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Paciente jovem do sexo feminino, em uso de anticoncepcional, desenvolve dores intensas na região de hipocôndrio direito, com distensão abdominal e anemia. Na tomografia, identifica-se grande lesão hepática, sugestiva de adenoma gigante, envolvendo todo o lobo hepático esquerdo. O cirurgião de fígado foi consultado e indicou realização de hepatectomia esquerda clássica.Neste aspecto, do ponto de vista anatômico, os segmentos que serão ressecados em uma hepatectomia esquerda são:
Hepatectomia esquerda clássica = ressecção dos segmentos II, III, IVa e IVb de Couinaud.
A hepatectomia esquerda clássica, conforme a classificação de Couinaud, envolve a remoção de todo o lobo esquerdo, que compreende os segmentos II, III, IVa e IVb. É fundamental para o cirurgião conhecer essa anatomia segmentar para planejar a ressecção.
A anatomia hepática é complexa e crucial para a cirurgia do fígado. A classificação de Couinaud divide o fígado em oito segmentos funcionais, cada um com sua própria vascularização portal, arterial e drenagem biliar, permitindo ressecções mais precisas e conservadoras do parênquima hepático. Essa segmentação é a base para o planejamento de hepatectomias. A hepatectomia esquerda clássica é um procedimento cirúrgico que envolve a remoção do lobo hepático esquerdo. De acordo com a classificação de Couinaud, o lobo esquerdo é composto pelos segmentos II (lateral superior), III (lateral inferior), IVa (medial superior) e IVb (medial inferior). O segmento I (caudado) possui vascularização independente e geralmente não é incluído nesta ressecção. Em casos de adenomas hepáticos grandes, especialmente em pacientes jovens em uso de anticoncepcionais orais, a ressecção cirúrgica é frequentemente indicada devido ao risco de ruptura e hemorragia, ou mesmo de transformação maligna. O conhecimento exato dos segmentos a serem ressecados é vital para o cirurgião, garantindo a remoção completa da lesão com margens adequadas e preservando ao máximo a função hepática remanescente, um ponto essencial para a formação de residentes em cirurgia.
A classificação de Couinaud divide o fígado em oito segmentos funcionais, baseados na vascularização portal e biliar. Isso permite ressecções anatômicas precisas, minimizando danos ao parênquima remanescente e otimizando o planejamento cirúrgico.
Adenomas hepáticos gigantes, especialmente em uso de anticoncepcionais, apresentam risco aumentado de ruptura espontânea com hemorragia intra-abdominal e, em menor grau, de transformação maligna para carcinoma hepatocelular, justificando a ressecção.
A hepatectomia esquerda, no contexto de Couinaud, refere-se à ressecção dos segmentos II, III, IVa e IVb. Uma lobectomia esquerda pode ser um termo mais genérico, mas na prática cirúrgica, a segmentectomia é a abordagem mais precisa.
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