HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2022
Quando a TFGe chegar em 15mL/ min/1,73m2, devemos evitar o uso de enoxaparina. Está correto que:
TFGe < 15 mL/min → evitar enoxaparina; HNF alternativa segura (metabolismo hepático).
Em pacientes com insuficiência renal grave (TFGe < 15 mL/min/1,73m2), a enoxaparina é contraindicada devido ao seu clearance predominantemente renal e risco de acúmulo. A Heparina Não Fracionada (HNF) é uma alternativa segura, pois seu metabolismo é principalmente hepático, não dependendo da função renal para sua eliminação.
A anticoagulação é um pilar fundamental na prevenção e tratamento de diversas condições tromboembólicas. No entanto, a escolha do anticoagulante deve ser cuidadosamente avaliada em pacientes com comorbidades, especialmente a doença renal crônica (DRC). A enoxaparina, uma heparina de baixo peso molecular (HBPM), é amplamente utilizada, mas sua eliminação é predominantemente renal, o que a torna perigosa em casos de insuficiência renal grave (TFGe < 15 mL/min/1,73m2) devido ao risco de acúmulo e sangramento. Nesse cenário de DRC avançada, a Heparina Não Fracionada (HNF) surge como uma alternativa preferencial. Diferentemente da enoxaparina, a HNF possui um metabolismo principalmente hepático, através de despolimerização e desulfatação, com uma pequena parcela de eliminação renal. Essa característica farmacocinética permite seu uso seguro em pacientes com TFGe muito baixa, pois seu clearance não é significativamente afetado pela função renal. É crucial que residentes e estudantes de medicina compreendam as diferenças farmacocinéticas entre os anticoagulantes para garantir a segurança do paciente. A escolha correta do anticoagulante em pacientes com DRC grave minimiza o risco de complicações hemorrágicas e trombóticas, sendo um ponto chave na prática clínica e em provas de residência.
A enoxaparina é eliminada predominantemente pelos rins. Em pacientes com TFGe < 15 mL/min, há risco de acúmulo e aumento do risco de sangramento, tornando-a contraindicada.
A HNF é metabolizada principalmente no fígado por despolimerização e desulfatação, com apenas uma pequena fração eliminada pelos rins. Isso a torna uma opção mais segura em disfunção renal grave.
Além da HNF, outras opções podem ser consideradas dependendo da indicação e do perfil do paciente, como o uso de fondaparinux com cautela ou ajustes de dose, mas a HNF é a mais comum e segura nesse cenário.
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