UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
O trauma torácico é responsável por 25% das mortes dos politraumatizados. Embora o tratamento destes doentes seja realizado de maneira relativamente simples, ainda assim a mortalidade continua sendo alta. Em relação ao trauma torácico é correto afirmar:
Hemotórax traumático = diagnóstico clínico + RX tórax, tratamento definitivo com drenagem intercostal na maioria.
O hemotórax traumático é uma condição comum no trauma torácico, geralmente diagnosticada por exame clínico e radiografia de tórax. A maioria dos casos é tratada de forma definitiva e eficaz com a inserção de um dreno torácico intercostal para evacuar o sangue e permitir a reexpansão pulmonar.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade em pacientes politraumatizados, sendo responsável por uma parcela considerável das mortes. A maioria dos óbitos ocorre devido a lesões que comprometem a ventilação, oxigenação ou circulação. O manejo inicial segue os princípios do ATLS, com foco na identificação e tratamento rápido das condições com risco imediato de vida. O diagnóstico de muitas lesões torácicas, como o hemotórax e o pneumotórax, pode ser feito por meio de um exame clínico cuidadoso e uma radiografia simples de tórax. O hemotórax traumático, especificamente, é o acúmulo de sangue na cavidade pleural, geralmente decorrente de lacerações pulmonares, vasos intercostais ou grandes vasos. A maioria dos casos de hemotórax traumático é tratada de forma definitiva e eficaz com a drenagem torácica intercostal. Este procedimento permite a evacuação do sangue, a reexpansão pulmonar e a monitorização do sangramento. Em casos de hemotórax maciço ou sangramento persistente, pode ser necessária uma toracotomia de urgência. É crucial que o residente saiba identificar as lesões torácicas e aplicar a conduta correta de forma rápida e eficiente.
Clinicamente, pode haver dor torácica, dispneia, taquipneia, macicez à percussão e diminuição ou abolição do murmúrio vesicular no lado afetado. Na radiografia de tórax, observa-se opacificação homogênea na base pulmonar com obliteração do seio costofrênico.
A conduta inicial é a estabilização do paciente, seguida pela inserção de um dreno torácico intercostal de grosso calibre no 5º espaço intercostal, linha axilar média, para evacuar o sangue e monitorar o débito.
Condições de risco imediato incluem pneumotórax hipertensivo, pneumotórax aberto, hemotórax maciço, tamponamento cardíaco e via aérea obstruída. Condições de potencial risco incluem tórax instável, contusão pulmonar, ruptura diafragmática, laceração traqueobrônquica e esofágica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo