INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 24 anos é atendido no serviço de emergência 20 minutos após ferimento por arma de fogo. O orifício de entrada do projétil localiza-se 2 cm lateralmente à linha hemiclavicular direita, ao nível do quarto espaço intercostal. O paciente apresenta pressão arterial de 120 x 82 mmHg , frequência cardíaca de 110 bpm e frequência respiratória de 19 irpm. O médico que o atende observa o seguinte: paciente normocorado e cooperativo; murmúrios vesiculares diminuídos em hemitórax direito; macicez difusa à percussão; e ausência do frêmito tóraco-vocal nesse mesmo lado do tórax. Durante a avaliação inicial, é realizada reposição volêmica, oferta-se oxigênio suplementar, são colhidos exames laboratoriais e é administrado ácido tranexâmico. Nessa situação, assinale a alternativa que apresenta o procedimento adequado a ser realizado.
Ferimento torácico + MV ↓ + macicez + FTV ausente → Hemotórax. Drenagem pleural em 5º EIC, linha axilar média/anterior.
Os achados clínicos de murmúrios vesiculares diminuídos, macicez à percussão e ausência de frêmito tóraco-vocal em um hemitórax após trauma penetrante são altamente sugestivos de hemotórax. A drenagem pleural é o tratamento de escolha, devendo ser realizada no 5º espaço intercostal, entre as linhas axilar anterior e média.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade, e o hemotórax é uma das lesões mais comuns e potencialmente fatais. O diagnóstico precoce e a intervenção adequada são cruciais para a sobrevida do paciente. O caso descrito apresenta um cenário clássico de hemotórax, com ferimento penetrante no tórax e achados de exame físico que indicam acúmulo de sangue na cavidade pleural. Os achados de murmúrios vesiculares diminuídos, macicez à percussão e ausência de frêmito tóraco-vocal são patognomônicos de derrame pleural, que, no contexto de trauma, é mais frequentemente um hemotórax. A conduta inicial, conforme o ATLS (Advanced Trauma Life Support), inclui reposição volêmica e oferta de oxigênio. No entanto, o tratamento definitivo para o hemotórax significativo é a drenagem pleural com um dreno torácico de grosso calibre. A localização correta para a inserção do dreno é fundamental: o quinto espaço intercostal, entre as linhas axilar anterior e média, é o local seguro e eficaz para drenar tanto líquidos quanto ar. A toracotomia exploradora é reservada para casos de sangramento maciço ou outras complicações que não respondem à drenagem. O ácido tranexâmico, embora útil em traumas com sangramento, não substitui a necessidade de drenagem no hemotórax.
Os sinais clássicos incluem murmúrios vesiculares diminuídos ou ausentes no hemitórax afetado, macicez à percussão e ausência de frêmito tóraco-vocal. Em casos de sangramento significativo, pode haver sinais de choque hipovolêmico.
A localização ideal para a inserção do dreno torácico para hemotórax é no quinto espaço intercostal, na linha axilar média ou anterior. Esta posição permite a drenagem eficaz de sangue e fluidos, minimizando o risco de lesões a estruturas adjacentes.
A toracotomia exploradora é indicada em casos de sangramento maciço (débito inicial > 1500 mL ou > 200 mL/hora por 2-4 horas após a drenagem), instabilidade hemodinâmica persistente apesar da reanimação, ou persistência de vazamento aéreo maciço após drenagem de pneumotórax.
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