HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
A literatura mostra que de 18% a 30% dos pacientes vítimas de trauma torácico que apresentam hemotórax evoluem com hemotórax retido após a drenagem pleural. Qual a melhor conduta frente a esse diagnóstico?
Hemotórax retido pós-drenagem → Videotoracoscopia (VATS) para evacuação e prevenção de complicações.
O hemotórax retido após drenagem pleural em vítimas de trauma torácico é uma complicação comum que pode levar a empiema ou fibrotórax. A conduta mais eficaz para evacuar o sangue e prevenir essas complicações é a videotoracoscopia (VATS), que permite a lise de coágulos e a remoção de restos hemáticos.
O hemotórax retido é uma complicação comum após trauma torácico, ocorrendo em 18% a 30% dos pacientes que inicialmente apresentaram hemotórax e foram submetidos à drenagem pleural. Ele se caracteriza pela presença de sangue coagulado ou não drenado na cavidade pleural, que não é removido pelo dreno torácico. A importância clínica reside no alto risco de desenvolvimento de empiema pleural (infecção do sangue retido) e fibrotórax (espessamento pleural que leva à restrição pulmonar e dor crônica), que podem comprometer gravemente a função respiratória do paciente. A fisiopatologia do hemotórax retido envolve a formação de coágulos que ocluem o dreno ou se organizam na cavidade pleural, impedindo a drenagem adequada. O diagnóstico é feito por exames de imagem, como radiografia de tórax e, principalmente, tomografia computadorizada, que pode quantificar o volume de sangue retido e identificar a presença de coágulos. A suspeita deve surgir quando há persistência de opacificação pleural ou sinais de infecção após a drenagem inicial. A conduta para o hemotórax retido visa a evacuação completa do sangue e a prevenção das complicações. A videotoracoscopia (VATS) é considerada a melhor abordagem, especialmente se realizada precocemente (idealmente nas primeiras 72 horas a 7 dias após o trauma). A VATS permite a visualização direta da cavidade pleural, a lise de coágulos e a remoção de restos hemáticos, com menor morbidade em comparação com a toracotomia aberta. A toracotomia é reservada para casos de falha da VATS ou quando há necessidade de controle de sangramento ativo. A fibrinólise intrapleural pode ser uma alternativa em pacientes selecionados, mas sua eficácia é menor e o risco de complicações maior do que a VATS. O prognóstico é melhor com a intervenção precoce e adequada.
Hemotórax retido é a persistência de sangue na cavidade pleural após a drenagem inicial de um hemotórax. Suas principais complicações incluem empiema pleural (infecção do sangue retido) e fibrotórax (espessamento pleural que restringe a função pulmonar).
A melhor conduta para hemotórax retido é a videotoracoscopia (VATS), especialmente se realizada precocemente (nas primeiras 72 horas). A VATS permite a evacuação completa dos coágulos, lise de aderências e inspeção da cavidade pleural.
A fibrinólise intrapleural (com estreptoquinase ou uroquinase) pode ser considerada em casos selecionados de hemotórax retido que não são candidatos à VATS ou em falha da drenagem, mas geralmente não é a primeira linha de tratamento devido à menor eficácia e potenciais efeitos adversos.
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