UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
João de 23 anos foi vítima de atropelamento há 40 minutos e chega para atendimento apresentando vias aéreas pérvias, com colar cervical. Seu tórax apresenta equimose em região mamária direita com tiragem intercostal. A jugular está colabada. Ele tem murmúrio vesicular abolido à direita com percussão, com som maciço no mesmo lado. Apresenta, ainda, pressão arterial de 70x50mmHg e frequência cardíaca de 135bpm. A conduta a ser tomada é:
Trauma torácico + MV abolido + macicez + choque → Hemotórax maciço = Drenagem torácica + reposição volêmica.
O quadro clínico de trauma torácico com murmúrio vesicular abolido, macicez à percussão, hipotensão e taquicardia é altamente sugestivo de hemotórax maciço. A conduta imediata é a drenagem torácica em selo d'água para evacuar o sangue e a reposição volêmica agressiva para combater o choque hipovolêmico.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade em vítimas de acidentes, e o hemotórax maciço é uma das lesões potencialmente fatais que devem ser rapidamente identificadas e tratadas. Ele ocorre quando há acúmulo de grande volume de sangue na cavidade pleural, geralmente decorrente de lesões em vasos intercostais, vasos hilares ou parênquima pulmonar. A rápida perda sanguínea leva a choque hipovolêmico, enquanto o volume no tórax compromete a ventilação. O diagnóstico de hemotórax maciço é clínico e deve ser feito rapidamente na avaliação primária do trauma, seguindo os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support). Os sinais clássicos incluem murmúrio vesicular abolido no hemitórax afetado, macicez à percussão, e sinais de choque hipovolêmico, como hipotensão, taquicardia e jugulares colabadas. A radiografia de tórax pode confirmar o diagnóstico, mas não deve atrasar a intervenção em pacientes instáveis. A conduta imediata para o hemotórax maciço é a drenagem torácica em selo d'água com um dreno de grosso calibre (geralmente 36-40 Fr), inserido no quinto espaço intercostal, linha axilar média ou anterior, para evacuar o sangue e permitir a reexpansão pulmonar. Concomitantemente, é fundamental iniciar a reposição volêmica agressiva com cristaloides e, se necessário, hemoderivados, para combater o choque. A toracotomia de emergência é indicada se houver drenagem inicial superior a 1500 mL ou drenagem persistente de mais de 200 mL/hora por 2-4 horas.
Os sinais incluem murmúrio vesicular abolido no lado afetado, macicez à percussão, desvio da traqueia para o lado contralateral (se houver grande volume), e sinais de choque hipovolêmico como hipotensão, taquicardia e jugulares colabadas.
Hemotórax maciço é definido pela perda rápida de mais de 1500 mL de sangue na cavidade torácica ou drenagem de mais de 200 mL/hora por 2-4 horas consecutivas após a inserção do dreno de tórax.
A punção torácica com jelco é indicada para pneumotórax hipertensivo, pois visa aliviar a pressão. Para hemotórax maciço, é necessária uma drenagem de grande calibre (dreno torácico em selo d'água) para evacuar o volume de sangue e permitir a expansão pulmonar.
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