HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021
Paciente, vítima de acidente por arma branca em hemitórax esquerdo, foi submetido a drenagem torácica em selo d'água com saída inicial de 1600ml de sangue. Qual a conduta recomendada para o caso?
Hemotórax maciço (>1500mL inicial ou >200mL/h por 2-4h) → Toracotomia de emergência.
Um débito inicial de 1600ml de sangue após drenagem torácica configura um hemotórax maciço. Esta é uma indicação absoluta para toracotomia de emergência, visando controlar a fonte do sangramento e evitar choque hipovolêmico e outras complicações graves.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade, e o hemotórax maciço é uma de suas complicações mais graves. A rápida identificação e manejo são cruciais para a sobrevivência do paciente. Residentes de cirurgia geral e emergência devem estar aptos a reconhecer as indicações de intervenção cirúrgica imediata. A fisiopatologia do hemotórax maciço envolve sangramento de grandes vasos intratorácicos (artérias intercostais, vasos hilares, artéria mamária interna) ou do parênquima pulmonar. A perda volêmica significativa leva a choque hipovolêmico, enquanto o acúmulo de sangue no espaço pleural compromete a ventilação e o retorno venoso, podendo causar tamponamento cardíaco. O tratamento inicial inclui estabilização hemodinâmica, oxigenoterapia e drenagem torácica. No entanto, a presença de critérios para hemotórax maciço, como débito inicial >1500 mL ou sangramento persistente >200 mL/h, exige toracotomia de emergência para controle definitivo da hemorragia e exploração da cavidade torácica.
Um hemotórax é considerado maciço quando há drenagem inicial de mais de 1500 mL de sangue ou mais de 200 mL/hora por 2 a 4 horas consecutivas, ou quando o paciente apresenta instabilidade hemodinâmica persistente.
A toracotomia de emergência é necessária para identificar e controlar a fonte do sangramento, que geralmente é de vasos sistêmicos ou pulmonares maiores, e para evacuar o sangue que pode comprometer a função pulmonar e cardíaca.
A não realização da toracotomia pode levar a choque hipovolêmico refratário, tamponamento cardíaco, coagulopatia, empiema e fibrotórax, com alta morbidade e mortalidade.
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