UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021
Homem, 37 anos, caiu de andaime e é levado à emergência. Ao chegar, o médico constata haver crepitação em hemitórax esquerdo. Exame físico: hipocorado e cianótico; ausculta pulmonar abolida à esquerda; sem turgência jugular; PA = 90 x 60 mmHG. A principal hipótese diagnóstica é:
Trauma torácico + hipotensão + ausculta abolida + sem turgência jugular → Hemotórax maciço.
Em um paciente traumatizado com sinais de choque e ausculta pulmonar abolida, a ausência de turgência jugular afasta tamponamento cardíaco e pneumotórax hipertensivo como causa primária do choque, direcionando para hemotórax maciço, que cursa com choque hipovolêmico.
O hemotórax maciço é uma emergência traumática grave, definida pela perda de mais de 1500 mL de sangue na cavidade pleural ou sangramento contínuo de 200 mL/hora por 2-4 horas. É uma das principais causas de choque hipovolêmico no trauma torácico, com alta morbimortalidade se não reconhecido e tratado rapidamente. A etiologia mais comum é a lesão de vasos intercostais ou pulmonares maiores, frequentemente associada a fraturas de costelas ou lesões de parênquima pulmonar.
Os sinais clínicos incluem hipotensão, taquicardia, palidez, cianose, ausculta pulmonar abolida no hemitórax afetado, macicez à percussão e, crucialmente, ausência de turgência jugular, indicando choque hipovolêmico.
Ambos podem apresentar ausculta pulmonar abolida e hipotensão. A diferença chave é a turgência jugular: presente no pneumotórax hipertensivo (choque obstrutivo) e ausente no hemotórax maciço (choque hipovolêmico).
A conduta inicial envolve estabilização das vias aéreas e ventilação, acesso venoso calibroso para reposição volêmica agressiva, e drenagem torácica imediata com dreno de grosso calibre no 5º espaço intercostal, linha axilar média.
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