HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Qual a melhor conduta num paciente vítima de trauma torácico penetrante (arma branca), já drenado devido a hemotórax, com saída média de 450 ml/h de sangue pelo dreno, por 3h seguidas?
Sangramento > 200 mL/h por 2-4h pós-drenagem de hemotórax → Toracotomia de urgência.
A saída persistente e volumosa de sangue pelo dreno torácico após trauma penetrante (neste caso, 450 ml/h por 3h, totalizando 1350 ml) é uma indicação clássica de toracotomia de urgência para controle do sangramento, caracterizando um hemotórax maciço e risco de choque hipovolêmico.
O trauma torácico penetrante é uma emergência médica que pode levar a lesões graves, como o hemotórax. O hemotórax ocorre quando há acúmulo de sangue na cavidade pleural, e sua drenagem é a conduta inicial para aliviar a compressão pulmonar, restaurar a ventilação e monitorar o sangramento. A avaliação contínua do débito do dreno é crucial. No entanto, em casos de hemotórax maciço ou sangramento persistente, a drenagem torácica isolada pode ser insuficiente. As indicações para toracotomia de urgência são cruciais para o manejo desses pacientes. Elas incluem um débito inicial de sangue pelo dreno superior a 1500 mL, ou um débito persistente de 200-300 mL/h por 2 a 4 horas consecutivas, além de instabilidade hemodinâmica refratária à reposição volêmica. A toracotomia de urgência permite a exploração direta da cavidade torácica, identificação e controle da fonte do sangramento, reparo de lesões cardíacas ou de grandes vasos, e remoção de coágulos. O reconhecimento rápido dessas indicações e a intervenção cirúrgica oportuna são determinantes para a sobrevida e o prognóstico do paciente traumatizado, sendo um tópico fundamental em cirurgia do trauma.
As principais indicações incluem sangramento inicial > 1500 mL pelo dreno, sangramento persistente > 200-300 mL/h por 2-4 horas, instabilidade hemodinâmica persistente, grande fístula broncopleural e lesão cardíaca suspeita.
Um hemotórax maciço é caracterizado pela perda de mais de 1500 mL de sangue na cavidade pleural ou sangramento de 200-300 mL/h por 2-4 horas consecutivas após a drenagem torácica inicial.
A toracotomia de urgência permite o controle direto da fonte do sangramento, que geralmente é de vasos sistêmicos ou pulmonares maiores, e a reparação de lesões torácicas que não podem ser controladas por drenagem simples.
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