UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2024
Paciente politraumatizado é trazido pelos bombeiros à sala de emergência. Encontrase intubado, e com imobilização cervical. Médico dos bombeiros relata que foi realizada infusão de 3L de cristaloides, todavia a PA do paciente evoluiu com queda progressiva até a chegada ao hospital. No momento os sinais vitais são: PA 60 x 30 mmHg, FC 170 bpm, em ventilação mecânica controlada. Você procede à avaliação secundária do trauma e percebe MV diminuído à esquerda, com macicez à percussão. Qual o provável diagnóstico?
Politraumatizado chocado + MV ↓ + macicez unilateral = Hemotórax Maciço até prova em contrário.
Em politraumatizado chocado com sinais de hipovolemia e achados torácicos unilaterais de MV diminuído e macicez à percussão, o diagnóstico mais provável é hemotórax maciço, indicando sangramento significativo na cavidade pleural.
O trauma torácico é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes politraumatizados, e o hemotórax maciço representa uma emergência com risco de vida. É definido pela perda de mais de 1500 mL de sangue na cavidade pleural ou sangramento contínuo de 200 mL/hora por 2-4 horas. A fisiopatologia envolve a lesão de vasos sanguíneos torácicos, como artérias intercostais ou vasos pulmonares, levando a um choque hipovolêmico rapidamente progressivo. O diagnóstico de hemotórax maciço deve ser suspeitado em pacientes politraumatizados com sinais de choque (hipotensão, taquicardia) que não respondem adequadamente à reposição volêmica inicial. Ao exame físico, os achados clássicos incluem diminuição ou ausência de murmúrio vesicular e macicez à percussão no hemitórax afetado. A radiografia de tórax confirma o diagnóstico, mostrando opacificação completa ou quase completa do hemitórax. A avaliação rápida e precisa, seguindo os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), é crucial. O tratamento inicial consiste na estabilização hemodinâmica com infusão de cristaloides e hemoderivados, seguida da drenagem torácica com um dreno calibroso para evacuar o sangue e monitorar o débito. A toracotomia de urgência é indicada em casos de sangramento maciço inicial ou persistente, ou instabilidade hemodinâmica refratária. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são determinantes para o prognóstico do paciente, evitando complicações como o choque irreversível e a coagulopatia.
Os sinais incluem choque hipovolêmico (hipotensão, taquicardia), diminuição ou ausência de murmúrio vesicular no lado afetado, macicez à percussão, e, em casos graves, desvio de traqueia para o lado oposto se houver grande volume.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva, seguida de drenagem torácica de urgência com dreno calibroso no 5º espaço intercostal, linha axilar média. A toracotomia pode ser indicada em caso de sangramento persistente.
Ambos causam choque e diminuição do MV, mas o hemotórax maciço apresenta macicez à percussão e sinais de choque hipovolêmico, enquanto o pneumotórax hipertensivo cursa com timpanismo à percussão e desvio de traqueia, além de distensão de veias jugulares.
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