Trauma Torácico: Achados Chave no Exame Físico (ATLS)

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025

Enunciado

De acordo com o Advanced Trauma Life Support (ATLS), 10ª edição, a respeito dos achados de exame físico no atendimento ao paciente vítima apenas de trauma torácico, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) No paciente com hemotórax maciço, haverá turgência jugular.
  2. B) No paciente com hemotórax maciço, haverá desvio da traqueia contralateral.
  3. C) No paciente com pneumotórax hipertensivo, haverá macicez à percussão torácica do hemitórax comprometido.
  4. D) No paciente com pneumotórax hipertensivo, haverá expansão torácica bilateral simétrica e normal.
  5. E) No paciente com hemotórax maciço, haverá colabamento de veia jugular.

Pérola Clínica

Hemotórax maciço → Choque hipovolêmico, veias jugulares colabadas. Pneumotórax hipertensivo → Choque obstrutivo, turgência jugular.

Resumo-Chave

No hemotórax maciço, a perda volêmica significativa leva a choque hipovolêmico, resultando em colabamento das veias jugulares devido à baixa pressão venosa central. Em contraste, o pneumotórax hipertensivo causa choque obstrutivo, com aumento da pressão intratorácica e turgência jugular.

Contexto Educacional

O trauma torácico é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes traumatizados, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. O Advanced Trauma Life Support (ATLS) estabelece diretrizes claras para a avaliação e tratamento, focando na identificação de lesões com risco de vida imediato. A compreensão dos achados do exame físico é crucial para a tomada de decisão rápida e eficaz. A fisiopatologia por trás dos achados é fundamental: no hemotórax maciço, a perda de >1500 mL de sangue na cavidade pleural leva a choque hipovolêmico, com taquicardia, hipotensão e colabamento das veias jugulares. Já no pneumotórax hipertensivo, o ar que entra na cavidade pleural não consegue sair, aumentando a pressão intratorácica, colapsando o pulmão ipsilateral, desviando o mediastino e comprimindo a veia cava, resultando em choque obstrutivo, turgência jugular e desvio de traqueia. O tratamento inicial difere significativamente: o hemotórax maciço requer drenagem torácica de grande calibre e reposição volêmica agressiva, podendo necessitar de toracotomia. O pneumotórax hipertensivo exige descompressão imediata com agulha (toracocentese de alívio) seguida de drenagem torácica. A identificação correta desses quadros no exame físico é um pilar da abordagem inicial no trauma.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos do hemotórax maciço no exame físico?

O hemotórax maciço é caracterizado por choque hipovolêmico, diminuição ou ausência de murmúrio vesicular, macicez à percussão e colabamento das veias jugulares devido à perda volêmica intensa.

Como diferenciar pneumotórax hipertensivo de hemotórax maciço pelos achados jugulares?

No pneumotórax hipertensivo, há turgência jugular devido à compressão da veia cava e obstrução ao retorno venoso. No hemotórax maciço, as veias jugulares estão colabadas por hipovolemia.

Qual a importância do desvio de traqueia no trauma torácico?

O desvio de traqueia contralateral é um sinal tardio e grave de pneumotórax hipertensivo, indicando aumento significativo da pressão intratorácica que empurra o mediastino para o lado oposto.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo