SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
De acordo com o Advanced Trauma Life Support (ATLS), 10ª edição, a respeito dos achados de exame físico no atendimento ao paciente vítima apenas de trauma torácico, é correto afirmar que:
Hemotórax maciço → Choque hipovolêmico, veias jugulares colabadas. Pneumotórax hipertensivo → Choque obstrutivo, turgência jugular.
No hemotórax maciço, a perda volêmica significativa leva a choque hipovolêmico, resultando em colabamento das veias jugulares devido à baixa pressão venosa central. Em contraste, o pneumotórax hipertensivo causa choque obstrutivo, com aumento da pressão intratorácica e turgência jugular.
O trauma torácico é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes traumatizados, exigindo reconhecimento e manejo rápidos. O Advanced Trauma Life Support (ATLS) estabelece diretrizes claras para a avaliação e tratamento, focando na identificação de lesões com risco de vida imediato. A compreensão dos achados do exame físico é crucial para a tomada de decisão rápida e eficaz. A fisiopatologia por trás dos achados é fundamental: no hemotórax maciço, a perda de >1500 mL de sangue na cavidade pleural leva a choque hipovolêmico, com taquicardia, hipotensão e colabamento das veias jugulares. Já no pneumotórax hipertensivo, o ar que entra na cavidade pleural não consegue sair, aumentando a pressão intratorácica, colapsando o pulmão ipsilateral, desviando o mediastino e comprimindo a veia cava, resultando em choque obstrutivo, turgência jugular e desvio de traqueia. O tratamento inicial difere significativamente: o hemotórax maciço requer drenagem torácica de grande calibre e reposição volêmica agressiva, podendo necessitar de toracotomia. O pneumotórax hipertensivo exige descompressão imediata com agulha (toracocentese de alívio) seguida de drenagem torácica. A identificação correta desses quadros no exame físico é um pilar da abordagem inicial no trauma.
O hemotórax maciço é caracterizado por choque hipovolêmico, diminuição ou ausência de murmúrio vesicular, macicez à percussão e colabamento das veias jugulares devido à perda volêmica intensa.
No pneumotórax hipertensivo, há turgência jugular devido à compressão da veia cava e obstrução ao retorno venoso. No hemotórax maciço, as veias jugulares estão colabadas por hipovolemia.
O desvio de traqueia contralateral é um sinal tardio e grave de pneumotórax hipertensivo, indicando aumento significativo da pressão intratorácica que empurra o mediastino para o lado oposto.
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