UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
Josiane tem 28 anos e foi vítima de colisão automobilística há 90 minutos. Foi conduzida pelo SAMU imobilizada, com colar cervical e prancha rígida. Iniciada a avaliação de acordo com o ATLS 10 ed, a via aérea estava pérvia, colar cervical posicionado; o hemitórax direito apresentava equimose em região lateral e mamária, a amplitude dos movimentos respiratórios está preservada; o murmúrio vesicular era audível em hemitórax à esquerda e diminuído à direita. A saturação de oxigênio era 88%, a frequência cardíaca 120 bpm e a pressão arterial é 80x60 mmhg. A conduta nesse momento deve ser:
Trauma torácico + choque + murmúrio vesicular ↓ + macicez → Hemotórax maciço = Reposição volêmica + Drenagem torácica.
O paciente apresenta sinais de choque hipovolêmico e comprometimento respiratório unilateral após trauma torácico. A diminuição do murmúrio vesicular e a suspeita de macicez (se confirmada pela percussão) no hemitórax direito são altamente sugestivas de hemotórax maciço, que requer reposição volêmica e drenagem torácica imediata.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade, e a avaliação rápida e precisa é crucial. O Advanced Trauma Life Support (ATLS) preconiza uma abordagem sistemática, começando pela avaliação primária (ABCDE). No caso apresentado, a paciente Josiane exibe um quadro de choque (hipotensão, taquicardia), hipoxemia e diminuição do murmúrio vesicular no hemitórax direito, após uma colisão automobilística, sugerindo uma lesão torácica grave. A presença de equimose e a diminuição do murmúrio vesicular no hemitórax direito, associadas a sinais de choque, levantam forte suspeita de hemotórax maciço. O hemotórax maciço é definido pelo acúmulo rápido de mais de 1500 mL de sangue na cavidade pleural ou perda contínua de 200 mL/hora por 2-4 horas. A percussão do tórax, que revelaria macicez, é um passo diagnóstico importante para diferenciar de pneumotórax hipertensivo (que causaria hipertimpanismo). A conduta imediata para hemotórax maciço inclui a reposição volêmica agressiva para combater o choque hipovolêmico e a drenagem torácica em selo d'água para evacuar o sangue e permitir a reexpansão pulmonar. A drenagem é realizada no 5º espaço intercostal, linha axilar média. A falha em reconhecer e tratar prontamente o hemotórax maciço pode levar a desfechos fatais.
Os sinais clínicos de hemotórax maciço incluem choque hipovolêmico (hipotensão, taquicardia), diminuição ou ausência de murmúrio vesicular no lado afetado, macicez à percussão e desvio da traqueia em casos graves, embora este último seja mais comum em pneumotórax hipertensivo.
A conduta inicial envolve a avaliação primária do ATLS, com foco na via aérea e respiração. Para hemotórax maciço, a prioridade é a reposição volêmica agressiva com cristaloides e a drenagem torácica imediata com um dreno de grosso calibre no 5º espaço intercostal, linha axilar média.
Ambos causam choque e dispneia, mas a percussão do tórax é chave: hemotórax maciço causa macicez, enquanto pneumotórax hipertensivo causa hipertimpanismo. O desvio de traqueia é mais proeminente no pneumotórax hipertensivo.
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