HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
Sobre a utilização de sangue e seus componentes na prática médica é incorreto afirmar que:
Transfusão de plaquetas NÃO é indicada para sangramentos sem plaquetopenia/plaquetopatia ou em casos de destruição plaquetária.
A transfusão de plaquetas é indicada principalmente em casos de plaquetopenia grave com sangramento ativo ou profilaticamente em pacientes com contagens muito baixas. Em situações de destruição plaquetária (ex: Púrpura Trombocitopênica Imune), a transfusão pode ser ineficaz ou até contraindicada.
A hemoterapia é uma área vital da medicina, e o uso criterioso de sangue e seus componentes é fundamental para a segurança e eficácia do tratamento. Residentes devem dominar as indicações e contraindicações de cada hemocomponente para otimizar os resultados clínicos e evitar reações transfusionais e complicações. O concentrado de hemácias é o componente mais transfundido, indicado para restaurar a capacidade de transporte de oxigênio. A transfusão de plaquetas, por sua vez, é específica para plaquetopenias ou plaquetopatias com sangramento clinicamente significativo, sendo ineficaz ou prejudicial em condições de destruição plaquetária imune, como a Púrpura Trombocitopênica Imune. O plasma fresco congelado repõe fatores de coagulação e não deve ser usado como expansor volêmico ou suplemento nutricional. O sangue total é raramente utilizado, pois a terapia com componentes permite uma abordagem mais direcionada e eficiente. Anemias carenciais ferropriva ou por deficiências de folatos ou vitamina B12 costumam responder muito bem e rapidamente à administração destes medicamentos, evitando o uso de transfusões desnecessárias.
O concentrado de hemácias é indicado para tratar déficits sintomáticos da capacidade de transporte de oxigênio, como em anemias agudas com instabilidade hemodinâmica, sintomas isquêmicos ou hipóxia tecidual.
O plasma fresco congelado é utilizado para repor fatores de coagulação em pacientes com sangramento ativo ou risco de sangramento devido a deficiências de múltiplos fatores, como em coagulopatias ou doença hepática grave.
O sangue total é raramente usado porque a separação em hemocomponentes permite tratar deficiências específicas do paciente, otimizando o uso do sangue do doador, minimizando riscos e evitando sobrecarga volêmica desnecessária.
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