HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
Sobre Hemosuccus pancreaticus, assinale a alternativa correta:
Hemosuccus pancreaticus = sangramento no ducto pancreático, também chamado pseudo-hematobilia; causa comum é pseudoaneurisma.
Hemosuccus pancreaticus é uma causa rara de sangramento gastrointestinal superior, caracterizada por hemorragia no ducto pancreático, que pode drenar para o duodeno. É também conhecido como pseudo-hematobilia, diferenciando-se da hematobilia verdadeira que se origina do trato biliar. A causa mais comum é a erosão de um pseudoaneurisma na artéria esplênica ou outras artérias peripancreáticas.
Hemosuccus pancreaticus é uma condição rara, mas potencialmente fatal, caracterizada por sangramento para o interior do ducto pancreático, que subsequentemente drena para o trato gastrointestinal. É uma causa incomum de hemorragia gastrointestinal superior e é frequentemente associada a complicações da pancreatite crônica, como a formação de pseudoaneurismas. A fisiopatologia mais comum envolve a erosão de um pseudoaneurisma (geralmente da artéria esplênica, gastroduodenal ou hepática) para dentro do ducto pancreático ou de um pseudocisto que se comunica com o ducto. Isso resulta em sangramento intermitente ou maciço. O termo "pseudo-hematobilia" é um sinônimo, pois o sangue, embora não venha do trato biliar, se mistura com as secreções digestivas antes de chegar ao duodeno. O diagnóstico é desafiador devido à natureza intermitente do sangramento e à localização retroperitoneal do pâncreas. A angiografia é o padrão-ouro, pois permite tanto o diagnóstico quanto a intervenção terapêutica por embolização. A cirurgia, como a pancreatectomia distal, é uma opção para casos refratários ou quando a embolização falha, visando a cura definitiva da fonte do sangramento.
Hemosuccus pancreaticus é o sangramento para dentro do ducto pancreático, que drena para o duodeno, resultando em hemorragia gastrointestinal. Manifesta-se classicamente como dor abdominal, icterícia (se houver compressão biliar ou hemobilia associada) e sangramento gastrointestinal (melena, hematêmese).
A causa mais comum é a erosão de um pseudoaneurisma (geralmente da artéria esplênica, mas também de outras artérias peripancreáticas) para dentro do ducto pancreático ou de um pseudocisto pancreático que se comunica com o ducto. Pancreatite crônica é um fator de risco importante.
O diagnóstico é desafiador e frequentemente requer angiografia, que é o método de escolha por ser diagnóstico e terapêutico (permite a embolização). Outros exames incluem tomografia computadorizada e endoscopia. O tratamento primário é a embolização angiográfica; a cirurgia (ex: pancreatectomia distal) é reservada para falha da embolização ou casos complexos.
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