UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023
Homem de 32 anos, vítima de ferimento por arma branca em região de raiz da coxa esquerda, chega ao pronto-socorro em cadeira de rodas trazido por populares. Durante a exploração da ferida na sala de emergência, é identificado sangramento pulsátil da artéria femoral. O melhor instrumental para realizar a hemostasia temporária local até a chegada do cirurgião vascular, é:
Para hemostasia temporária de grandes vasos, como a artéria femoral, a pinça Satinsky é a mais indicada por sua mandíbula atraumática.
A pinça Satinsky é um instrumental cirúrgico vascular projetado para oclusão temporária de vasos sanguíneos de grande calibre, como a artéria femoral, sem causar trauma significativo à parede do vaso. Suas mandíbulas são delicadas e curvas, permitindo uma oclusão eficaz e atraumática, essencial para a preservação da integridade vascular.
O controle do sangramento é a prioridade máxima no atendimento ao paciente vítima de trauma vascular, especialmente em grandes vasos como a artéria femoral. A hemostasia temporária eficaz é fundamental para a sobrevida do paciente e para permitir o reparo cirúrgico definitivo. A escolha do instrumental correto é um ponto crítico para evitar danos adicionais ao vaso. A pinça Satinsky é um instrumental cirúrgico vascular especializado, projetado para oclusão temporária de vasos de grande calibre. Suas mandíbulas são lisas, curvas e atraumáticas, o que permite o clampeamento do vaso sem lesar sua íntima, minimizando o risco de trombose ou ruptura. Outras pinças como Kelly, Crile e Kocher são hemostáticas gerais, com dentes ou ranhuras que as tornam inadequadas para vasos delicados, enquanto a Babcock é uma pinça de apreensão intestinal, não vascular. Em situações de emergência, como um ferimento por arma branca com sangramento pulsátil da artéria femoral, a aplicação rápida e correta de uma pinça Satinsky pode ser salvadora. O residente deve estar familiarizado com os diferentes instrumentais cirúrgicos e suas indicações específicas para garantir o melhor manejo do trauma vascular, evitando iatrogenias e otimizando o resultado do reparo cirúrgico.
A hemostasia temporária é crucial para controlar o sangramento maciço, estabilizar o paciente hemodinamicamente e ganhar tempo para o cirurgião vascular realizar o reparo definitivo. Ela previne a exsanguinação e melhora o prognóstico do paciente.
A pinça Satinsky possui mandíbulas longas, curvas e lisas, sem dentes, que permitem uma oclusão suave e atraumática de vasos de grande calibre. Seu design minimiza o risco de lesão à parede do vaso, preservando sua integridade para o reparo.
Outras opções incluem compressão manual direta, uso de torniquetes (em extremidades), balão de oclusão endovascular (REBOA) para controle proximal em tronco, e clampeamento com outras pinças vasculares atraumáticas específicas para diferentes calibres e locais.
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