Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Com relação ao tratamento cirúrgico das hemorroidas, após a ressecção delas, pode-se empregar a técnica de Milligan-Morgan, que consiste em
Hemorroidectomia de Milligan-Morgan = técnica aberta, com excisão dos mamilos e feridas deixadas abertas para cicatrização por segunda intenção.
A técnica de Milligan-Morgan é a hemorroidectomia aberta, padrão-ouro para doença hemorroidária grau III e IV. Consiste na excisão dos coxins hemorroidários com ligadura alta do pedículo vascular, deixando as feridas operatórias abertas para evitar infecção e estenose.
A doença hemorroidária é uma condição proctológica comum, e seu tratamento cirúrgico é reservado para casos mais avançados (graus III e IV) ou refratários ao manejo conservador. A hemorroidectomia convencional é considerada o tratamento mais eficaz e com as menores taxas de recorrência. A técnica de Milligan-Morgan, descrita em 1937, é uma das mais realizadas no mundo. Esta técnica, conhecida como hemorroidectomia aberta, baseia-se na excisão dos três principais mamilos hemorroidários (posições lateral esquerda, anterior direita e posterior direita). O procedimento envolve a dissecção do coxim hemorroidário do esfíncter interno subjacente e a ligadura alta do pedículo vascular que o supre. A característica fundamental da técnica de Milligan-Morgan é que as incisões radiais no anoderma e na mucosa retal são deixadas abertas, separadas por pontes de pele e mucosa saudáveis. Essa abordagem permite a drenagem adequada e minimiza o risco de infecção e estenose anal. Apesar de eficaz, está associada a dor pós-operatória significativa, que é um ponto importante no manejo do paciente.
É indicada principalmente para hemorroidas internas grau III (prolapso redutível manualmente) e IV (prolapso irredutível), hemorroidas mistas sintomáticas, ou quando há falha do tratamento clínico e ambulatorial. Também é uma opção em casos de trombose hemorroidária extensa.
A ferida é deixada aberta para cicatrizar por segunda intenção. Isso reduz o risco de infecção e formação de abscesso no leito da ferida, além de diminuir a chance de estenose anal, embora possa estar associada a mais dor no pós-operatório imediato em comparação com técnicas fechadas.
A principal diferença está no fechamento da ferida. Na Milligan-Morgan (aberta), a ferida é deixada para cicatrizar naturalmente. Na técnica de Ferguson (fechada), a ferida cirúrgica é fechada com sutura contínua absorvível, o que pode levar a uma cicatrização mais rápida e menos dor, mas com um risco teórico maior de infecção.
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