HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020
Paciente submetida a hemorroidectomia. Qual a técnica utilizada, segundo a foto abaixo:
Hemorroidectomia Milligan-Morgan = técnica aberta, excisão completa dos coxins hemorroidários, feridas abertas para cicatrização secundária.
A técnica de Milligan-Morgan é a hemorroidectomia aberta mais tradicional, onde os coxins hemorroidários são excisados e as feridas deixadas abertas para cicatrização por segunda intenção. É eficaz para hemorroidas de graus III e IV.
A hemorroidectomia é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns na proctologia, indicada para o tratamento de hemorroidas sintomáticas de graus avançados que não respondem ao tratamento conservador. A técnica de Milligan-Morgan, descrita em 1937, é considerada a técnica 'padrão-ouro' para a excisão de hemorroidas, especialmente as de terceiro e quarto graus. Essa técnica é caracterizada pela excisão completa dos coxins hemorroidários, com as feridas cirúrgicas sendo deixadas abertas para cicatrização por segunda intenção. Isso permite uma drenagem adequada e reduz o risco de infecção e estenose anal, embora possa resultar em maior dor pós-operatória e um período de cicatrização mais longo em comparação com técnicas fechadas. A fisiopatologia das hemorroidas envolve o deslizamento e prolapso dos coxins vasculares anais. O manejo pós-operatório foca no controle da dor, higiene local e prevenção da constipação. Embora existam outras técnicas, como a de Ferguson (fechada) e procedimentos menos invasivos (grampeamento, ligadura elástica), a Milligan-Morgan continua sendo uma opção eficaz para casos complexos. Residentes devem dominar os princípios e indicações de cada técnica para oferecer o melhor tratamento aos pacientes.
A técnica de Milligan-Morgan é uma hemorroidectomia aberta, onde os coxins hemorroidários são excisados e as feridas resultantes são deixadas abertas para cicatrização por segunda intenção, minimizando o risco de infecção e estenose.
A hemorroidectomia é indicada para hemorroidas de graus III e IV, trombose hemorroidária externa recorrente, sangramento refratário ao tratamento clínico e prolapso irredutível.
As complicações incluem dor pós-operatória, sangramento, retenção urinária, infecção, estenose anal (mais rara) e, em casos muito raros, incontinência fecal.
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