SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Um paciente com hipertensão portal por esquistossomose (CHILD C) chega ao Pronto Socorro com hemorragia digestiva grave pelas varizes esofágicas existentes. Houve insucesso no tratamento clínico e endoscópico, a alternativa imediata é:
Hemorragia varicosa refratária a tratamento clínico/endoscópico → Balão de Sengstaken-Blakemore como ponte para tratamento definitivo.
Em sangramento varicoso refratário ao tratamento inicial (farmacológico e endoscópico), o balão de Sengstaken-Blakemore é uma medida temporária de resgate para controlar o sangramento, enquanto se prepara para uma intervenção mais definitiva como o TIPS, que não é imediata em emergência.
A hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas é uma complicação grave da hipertensão portal, com alta morbimortalidade, especialmente em pacientes com cirrose descompensada (Child-Pugh C). O manejo inicial envolve estabilização hemodinâmica, uso de drogas vasoativas (ex: octreotide) e endoscopia digestiva alta para ligadura elástica ou escleroterapia das varizes. Quando o tratamento clínico e endoscópico falha em controlar o sangramento, é necessário um tratamento de resgate. O balão de Sengstaken-Blakemore (ou Minnesota) é a alternativa imediata para tamponamento mecânico das varizes sangrantes. Ele consiste em um tubo com balões gástrico e esofágico que, insuflados, comprimem as varizes, estancando o sangramento. É importante ressaltar que o balão é uma medida temporária, utilizada como ponte para estabilizar o paciente e permitir a preparação para um tratamento mais definitivo, como o TIPS (shunt portossistêmico intra-hepático transjugular), que desvia o fluxo sanguíneo portal, reduzindo a pressão nas varizes. O tratamento operatório imediato ou transplante hepático de urgência não são as primeiras opções após falha do tratamento endoscópico e são considerados em contextos específicos e após estabilização.
O balão de Sengstaken-Blakemore é indicado como medida de resgate temporária em hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas que não responde ao tratamento farmacológico e endoscópico inicial, visando controlar o sangramento.
Os riscos incluem necrose esofágica, aspiração pulmonar, perfuração esofágica e obstrução das vias aéreas. Seu uso deve ser monitorado em UTI e por tempo limitado.
Após o controle temporário com o balão, o paciente deve ser avaliado para procedimentos mais definitivos, como a colocação de TIPS (shunt portossistêmico intra-hepático transjugular) ou, em casos selecionados, cirurgia.
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