CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Durante a realização de facoemulsificação, houve ruptura da cápsula posterior do cristalino seguida de pressão positiva intracameral, câmara rasa e diminuição do reflexo vermelho fundoscópico. Qual a conduta mais apropriada neste momento?
Perda do reflexo vermelho + Câmara rasa + Pressão ↑ → Hemorragia Expulsiva → Fechamento imediato da incisão.
A hemorragia supracoroidiana expulsiva exige o fechamento imediato e hermético do olho para tamponar o sangramento e evitar a extrusão de tecidos.
A hemorragia supracoroidiana expulsiva é uma das complicações mais temidas da cirurgia intraocular. Ocorre devido à ruptura de artérias ciliares posteriores longas ou curtas. O manejo intraoperatório é focado no controle da pressão e fechamento do globo. Após o evento, o paciente deve ser acompanhado com ultrassonografia ocular e, frequentemente, necessita de drenagem posterior dos coágulos após 7 a 14 dias, quando o sangue está liquefeito.
Os sinais clássicos durante a cirurgia intraocular incluem o endurecimento súbito do globo ocular (pressão positiva), o rasamento da câmara anterior, a prolapso de íris ou vítreo pelas incisões e, crucialmente, a perda ou escurecimento do reflexo vermelho do fundo de olho, indicando o acúmulo de sangue no espaço supracoroidiano.
O fechamento imediato das incisões permite que a pressão intraocular suba rapidamente até igualar a pressão de ruptura dos vasos coroidianos, promovendo um tamponamento natural do sangramento. Isso impede que a hemorragia continue e que o conteúdo intraocular (retina, úvea) seja expulso para fora do olho.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, glaucoma, hipertensão arterial sistêmica, aterosclerose, alta miopia e inflamação ocular crônica. Eventos que causam hipotonia ocular súbita durante a cirurgia são os gatilhos principais.
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