PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023
Você atende um paciente na sala de trauma do Hospital Universitário Cajuru. Esse paciente sofreu queda de mesmo nível e foi admitido inconsciente. Você realiza uma TC de crânio e obtém o seguinte achado: Qual o diagnóstico?
TCE + inconsciência + TC crânio → Hemorragia Subaracnoidea = sangramento nos sulcos e cisternas.
A hemorragia subaracnoidea (HSA) traumática é um achado comum em TC de crânio após TCE, especialmente em pacientes com alteração do nível de consciência. Ela se manifesta como hiperdensidade nos sulcos corticais e cisternas da base, indicando sangramento no espaço subaracnoideo.
A hemorragia subaracnoidea (HSA) traumática é uma das lesões mais comuns observadas em pacientes com trauma cranioencefálico (TCE), especialmente aqueles com quedas de mesmo nível ou acidentes de alto impacto. Sua prevalência varia, mas é um achado frequente em tomografias de crânio realizadas em salas de emergência. A identificação precoce é vital para o manejo adequado e para prever o prognóstico do paciente. Fisiopatologicamente, a HSA traumática ocorre devido ao cisalhamento ou ruptura de pequenas veias e artérias que atravessam o espaço subaracnoideo, geralmente como resultado de forças de aceleração-desaceleração. Na tomografia computadorizada de crânio, o sangramento se manifesta como áreas hiperdensas (brancas) que preenchem os sulcos cerebrais, as cisternas da base e as fissuras, como a fissura silviana. A suspeita deve surgir em qualquer paciente com TCE e alteração do nível de consciência. O tratamento da HSA traumática é primariamente de suporte, visando o controle da pressão intracraniana, a manutenção da perfusão cerebral e a prevenção de complicações como o vasoespasmo cerebral, que pode levar a isquemia secundária. O prognóstico é variável e depende da extensão do sangramento e da presença de outras lesões cerebrais associadas. O acompanhamento neurológico rigoroso é fundamental.
Na TC de crânio, a hemorragia subaracnoidea traumática aparece como hiperdensidade (branca) preenchendo os sulcos corticais, as cisternas da base e, ocasionalmente, as fissuras. Pode ser difusa ou focal.
O diagnóstico de HSA traumática é crucial, pois indica uma lesão cerebral significativa e pode estar associado a um pior prognóstico. É um marcador de gravidade e pode levar a complicações como vasoespasmo e hidrocefalia.
A HSA traumática se diferencia por sua localização no espaço subaracnoideo. Hematoma epidural é biconvexo e cruza a dura-máter, subdural é em crescente e não cruza suturas, e intraparenquimatoso é dentro do parênquima cerebral.
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