SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
Analise as seguintes afirmativas sobre a epidemiologia do HSA não traumática: 1 - Representa, em média, até 5 % dos acometimentos vasculares do SNC, sendo em geral associada à alta mortalidade, tanto na apresentação quanto em morte em 30 dias; li - A maioria absoluta dos casos se deve ao rompimento de aneurismas intracranianos, sendo essa patologia encontrada em até 3% da população geral. Ili - Distribui de forma igualitária entre homens e mulheres, tendo pico modal de apresentação, um primeiro entre 20 a 40 anos e um segundo entre 60 e 80 anos de idades.
HSA não traumática: alta mortalidade, principal causa é ruptura de aneurisma intracraniano.
A hemorragia subaracnoidea (HSA) não traumática é uma condição neurológica grave, com alta morbimortalidade. Embora represente uma pequena porcentagem dos acidentes vasculares cerebrais, sua gravidade e as sequelas associadas a tornam um foco importante na prática clínica.
A hemorragia subaracnoidea (HSA) não traumática é uma emergência neurológica com alta morbimortalidade, representando uma parcela significativa dos acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos. Embora menos comum que o AVC isquêmico, sua apresentação dramática e as complicações graves exigem reconhecimento e manejo rápidos. A maioria dos casos é causada pela ruptura de aneurismas saculares intracranianos, mas outras causas incluem malformações arteriovenosas e angiopatia amiloide. Epidemiologicamente, a HSA não traumática corresponde a aproximadamente 5-10% de todos os acidentes vasculares cerebrais. A incidência é ligeiramente maior em mulheres, especialmente após a menopausa, e o pico de ocorrência geralmente se dá entre 50 e 60 anos de idade. Fatores de risco modificáveis como hipertensão arterial sistêmica e tabagismo são cruciais na prevenção, enquanto condições genéticas e doenças do tecido conjuntivo também aumentam o risco. O prognóstico da HSA é reservado, com uma taxa de mortalidade que pode chegar a 40% em 30 dias e sequelas neurológicas significativas em muitos sobreviventes. O manejo envolve o diagnóstico precoce (geralmente por TC de crânio e, se negativa, punção lombar), controle da pressão arterial, prevenção de ressangramento (tratamento do aneurisma por clipagem cirúrgica ou embolização endovascular) e manejo de complicações como vasoespasmo cerebral e hidrocefalia. A compreensão da epidemiologia e dos fatores de risco é vital para a prevenção e o tratamento eficaz.
A principal causa é a ruptura de um aneurisma sacular intracraniano (aneurisma berry), responsável por cerca de 85% dos casos.
Fatores de risco incluem hipertensão arterial, tabagismo, uso abusivo de álcool, uso de cocaína, história familiar de HSA, doenças do tecido conjuntivo (ex: síndrome de Ehlers-Danlos, doença renal policística autossômica dominante).
A hemorragia subaracnoidea tem uma alta taxa de mortalidade, com cerca de 10-15% dos pacientes morrendo antes de chegar ao hospital e até 30-40% morrendo dentro de 30 dias, além de muitos sobreviventes apresentarem sequelas neurológicas significativas.
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