PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Uma mulher de 45 anos chega ao pronto-socorro com queixa de cefaleia intensa iniciada há 3 horas. Ela descreve a dor como "a pior dor de cabeça da sua vida," com início súbito e intensidade máxima em poucos minutos. Ela nega trauma craniano recente, mas apresenta histórico de enxaqueca. No entanto, esta dor é diferente das suas crises habituais. No exame neurológico, não há déficits focais, e os sinais vitais estão normais. A paciente está alerta e orientada. De acordo com as diretrizes do ACEP para o manejo de cefaleias não traumáticas agudas, qual é o próximo passo mais apropriado na avaliação desta paciente?
Cefaleia 'pior da vida' + início súbito → TC de crânio sem contraste imediata.
A TC sem contraste tem sensibilidade >98% nas primeiras 6 horas para HSA; se negativa após esse período em paciente suspeito, a punção lombar é necessária.
A abordagem da cefaleia no pronto-socorro exige a distinção entre causas primárias (como enxaqueca e cefaleia tensional) e secundárias potencialmente fatais. A hemorragia subaracnoidea, frequentemente causada pela ruptura de um aneurisma sacular, é a principal preocupação em cefaleias de início súbito. As diretrizes do ACEP (American College of Emergency Physicians) enfatizam que a TC de crânio sem contraste é o exame inicial de escolha. A agilidade no diagnóstico é crucial, pois o risco de ressangramento precoce é alto e está associado a uma mortalidade de até 50%. Se a TC for realizada precocemente e interpretada por radiologista experiente, a necessidade de PL tem sido debatida, mas ainda permanece como padrão-ouro em casos de dúvida.
Nas primeiras 6 horas do início dos sintomas, a TC de crânio sem contraste de última geração apresenta sensibilidade próxima a 100% para detectar sangue no espaço subaracnoideo. Após 6 horas, a sensibilidade cai progressivamente devido à diluição e reabsorção do sangue pelo líquor, tornando exames adicionais necessários se a suspeita clínica persistir.
A punção lombar (PL) é indicada quando a suspeita clínica de HSA é alta, mas a TC de crânio sem contraste é negativa ou inconclusiva, especialmente se o paciente se apresentou após a janela de 6 horas. A presença de xantocromia (coloração amarelada do líquor por degradação da hemoglobina) é o achado clássico que confirma a hemorragia.
É uma cefaleia de intensidade máxima (10/10) que atinge seu pico em menos de 1 minuto. É um sinal de alerta (red flag) que exige investigação imediata para causas graves, como HSA, síndrome de vasoconstrição cerebral reversível, trombose venosa cerebral ou dissecção arterial.
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