SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
Uma mulher de 32 anos de idade, com antecedentes de ansiedade e enxaqueca, compareceu ao pronto‑socorro trazida por uma viatura do SAMU acompanhada por uma amiga, com relato de cefaleia holocraniana intensa, que teve início duas horas antes, além de vômitos intensos, mal‑estar e rebaixamento do nível de consciência durante o transporte. A seguir, consta a tomografia computadorizada do crânio.Assinale a alternativa adequada.
Cefaleia súbita intensa ("em trovoada") + rebaixamento consciência → suspeitar HSA. TC crânio classifica Fischer.
A hemorragia subaracnóidea (HSA) é uma emergência neurológica, frequentemente causada por ruptura de aneurisma, caracterizada por cefaleia súbita e intensa. A escala de Fischer na TC de crânio avalia a quantidade de sangue e o risco de vasoespasmo, sendo crucial para o prognóstico e manejo.
A hemorragia subaracnóidea (HSA) é uma condição neurológica grave, definida pela presença de sangue no espaço subaracnóideo, geralmente resultante da ruptura de um aneurisma cerebral (85% dos casos). Caracteriza-se por uma cefaleia de início súbito e intensidade máxima ("cefaleia em trovoada"), frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos, rigidez de nuca e alterações do nível de consciência. A rápida identificação e manejo são cruciais para o prognóstico. O diagnóstico inicial da HSA é feito por tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste, que detecta o sangue no espaço subaracnóideo. A escala de Fischer é utilizada para classificar a HSA com base na quantidade e distribuição do sangue na TC, o que auxilia na estratificação do risco de vasoespasmo cerebral, uma complicação grave que pode levar a isquemia cerebral secundária. A classificação Fischer IV indica sangramento intraparenquimatoso ou intraventricular, com ou sem HSA difusa, e está associada a um risco elevado de vasoespasmo e pior desfecho. O manejo da HSA envolve a estabilização do paciente, identificação e tratamento da fonte do sangramento (geralmente clipagem cirúrgica ou embolização endovascular do aneurisma), e prevenção e tratamento de complicações como vasoespasmo (com nimodipino), hidrocefalia e ressangramento. O prognóstico depende da gravidade inicial da hemorragia e da rapidez e eficácia do tratamento.
O sintoma mais característico é uma cefaleia súbita e de forte intensidade, descrita como "a pior dor de cabeça da vida" (cefaleia em trovoada), frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos, rigidez de nuca e rebaixamento do nível de consciência.
A escala de Fischer avalia a quantidade de sangue presente no espaço subaracnóideo na tomografia computadorizada do crânio, correlacionando-a com o risco de desenvolver vasoespasmo cerebral, uma complicação grave da HSA.
Fischer IV indica a presença de hemorragia intraparenquimatosa ou intraventricular com ou sem hemorragia subaracnóidea difusa, associando-se ao maior risco de vasoespasmo e pior prognóstico neurológico.
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