Hemorragia Subaracnóidea: Diagnóstico e Classificação de Fischer

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher de 32 anos de idade, com antecedentes de ansiedade e enxaqueca, compareceu ao pronto‑socorro trazida por uma viatura do SAMU acompanhada por uma amiga, com relato de cefaleia holocraniana intensa, que teve início duas horas antes, além de vômitos intensos, mal‑estar e rebaixamento do nível de consciência durante o transporte. A seguir, consta a tomografia computadorizada do crânio.Assinale a alternativa adequada.

Alternativas

  1. A) hemorragia subaracnóidea Fischer IV
  2. B) hemorragia subaracnóidea Fischer III
  3. C) acidente vascular encefálico isquêmico com transformação hemorrágica intraparenquimatosa
  4. D) enxaqueca
  5. E) encefalite viral

Pérola Clínica

Cefaleia súbita intensa ("em trovoada") + rebaixamento consciência → suspeitar HSA. TC crânio classifica Fischer.

Resumo-Chave

A hemorragia subaracnóidea (HSA) é uma emergência neurológica, frequentemente causada por ruptura de aneurisma, caracterizada por cefaleia súbita e intensa. A escala de Fischer na TC de crânio avalia a quantidade de sangue e o risco de vasoespasmo, sendo crucial para o prognóstico e manejo.

Contexto Educacional

A hemorragia subaracnóidea (HSA) é uma condição neurológica grave, definida pela presença de sangue no espaço subaracnóideo, geralmente resultante da ruptura de um aneurisma cerebral (85% dos casos). Caracteriza-se por uma cefaleia de início súbito e intensidade máxima ("cefaleia em trovoada"), frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos, rigidez de nuca e alterações do nível de consciência. A rápida identificação e manejo são cruciais para o prognóstico. O diagnóstico inicial da HSA é feito por tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste, que detecta o sangue no espaço subaracnóideo. A escala de Fischer é utilizada para classificar a HSA com base na quantidade e distribuição do sangue na TC, o que auxilia na estratificação do risco de vasoespasmo cerebral, uma complicação grave que pode levar a isquemia cerebral secundária. A classificação Fischer IV indica sangramento intraparenquimatoso ou intraventricular, com ou sem HSA difusa, e está associada a um risco elevado de vasoespasmo e pior desfecho. O manejo da HSA envolve a estabilização do paciente, identificação e tratamento da fonte do sangramento (geralmente clipagem cirúrgica ou embolização endovascular do aneurisma), e prevenção e tratamento de complicações como vasoespasmo (com nimodipino), hidrocefalia e ressangramento. O prognóstico depende da gravidade inicial da hemorragia e da rapidez e eficácia do tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da hemorragia subaracnóidea (HSA)?

O sintoma mais característico é uma cefaleia súbita e de forte intensidade, descrita como "a pior dor de cabeça da vida" (cefaleia em trovoada), frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos, rigidez de nuca e rebaixamento do nível de consciência.

O que a escala de Fischer avalia na hemorragia subaracnóidea?

A escala de Fischer avalia a quantidade de sangue presente no espaço subaracnóideo na tomografia computadorizada do crânio, correlacionando-a com o risco de desenvolver vasoespasmo cerebral, uma complicação grave da HSA.

Qual a importância da classificação de Fischer IV na HSA?

Fischer IV indica a presença de hemorragia intraparenquimatosa ou intraventricular com ou sem hemorragia subaracnóidea difusa, associando-se ao maior risco de vasoespasmo e pior prognóstico neurológico.

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