HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Comparece ao serviço de pronto atendimento uma mulher de 42 anos, apresentando quadro súbito de cefaleia intensa e desesperadora associada a náuseas, vômitos e perda transitória da consciência durante a relação sexual. No momento do atendimento, apresentava-se confusa, com rigidez de nuca e sem déficits motores. Qual seria o diagnóstico mais provável para o caso e conduta indicada?
Cefaleia súbita "em trovoada" + rigidez de nuca → suspeitar HSA → TC crânio imediata.
A descrição de uma cefaleia súbita, intensa e "desesperadora" (cefaleia em trovoada), associada a náuseas, vômitos, perda transitória da consciência e rigidez de nuca, é altamente sugestiva de hemorragia subaracnoidea (HSA). A conduta inicial e mais importante é a realização de uma tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste para confirmar o sangramento.
A hemorragia subaracnoidea (HSA) é uma emergência neurológica grave, frequentemente causada pela ruptura de um aneurisma cerebral. Sua apresentação clássica é uma cefaleia súbita e de intensidade máxima, muitas vezes descrita como a "pior cefaleia da vida" ou "em trovoada", que pode ser precipitada por esforço físico, como a relação sexual. Outros sintomas incluem náuseas, vômitos, fotofobia, rigidez de nuca e, em casos mais graves, alteração do nível de consciência ou déficits neurológicos focais. O diagnóstico precoce é crucial para o prognóstico do paciente. A conduta inicial em um paciente com suspeita de HSA é a realização imediata de uma tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste. A TC possui alta sensibilidade para detectar o sangramento nas primeiras horas após o evento. Se a TC for negativa, mas a suspeita clínica permanecer elevada, a punção lombar com análise do líquor para pesquisa de xantocromia é o próximo passo diagnóstico, pois a presença de bilirrubina no líquor indica que houve sangramento. O manejo da HSA envolve, após a confirmação diagnóstica, a identificação da fonte do sangramento (geralmente por angiografia cerebral) e a intervenção para prevenir ressangramento (clipagem cirúrgica ou embolização endovascular do aneurisma). Complicações como vasoespasmo cerebral, hidrocefalia e hiponatremia devem ser ativamente monitoradas e tratadas. Para residentes, o reconhecimento rápido dos sintomas e a sequência diagnóstica correta são vitais para salvar vidas e minimizar sequelas.
A hemorragia subaracnoidea (HSA) tipicamente se manifesta com uma cefaleia súbita e de forte intensidade, descrita como a 'pior cefaleia da vida' (cefaleia em trovoada), frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos, fotofobia, rigidez de nuca e, em casos graves, alteração do nível de consciência.
A tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste é o exame de imagem inicial de escolha para o diagnóstico de HSA. Ela tem alta sensibilidade nas primeiras 6-12 horas após o início dos sintomas para detectar o sangramento.
Se a TC de crânio for normal, mas a suspeita clínica de HSA for alta (devido à cefaleia em trovoada e outros sintomas), deve-se realizar uma punção lombar para análise do líquor. A presença de xantocromia (coloração amarelada do líquor) confirma o diagnóstico de HSA.
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