UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Assinale a opção que apresenta uma doença que predispõe a hemorragia subaracnóidea.
DRPAD = ↑ risco de aneurismas cerebrais e HSA.
A Doença Renal Policística Autossômica Dominante (DRPAD) é classicamente associada a um risco aumentado de desenvolver aneurismas cerebrais saculares, que são a principal causa de hemorragia subaracnóidea não traumática.
A hemorragia subaracnóidea (HSA) é uma condição neurológica grave, frequentemente causada pela ruptura de um aneurisma cerebral sacular. Embora a maioria dos aneurismas seja esporádica, algumas doenças genéticas e sistêmicas aumentam significativamente o risco de sua formação e ruptura. Compreender essas associações é vital para o diagnóstico precoce e a prevenção em populações de risco. A Doença Renal Policística Autossômica Dominante (DRPAD) é a condição mais fortemente associada à predisposição a aneurismas cerebrais, com uma prevalência de aneurismas que pode chegar a 10-15% em pacientes com DRPAD, comparado a 2-4% na população geral. Essa associação se deve a alterações no tecido conjuntivo e na parede vascular, que resultam em fragilidade arterial. Outras condições como a Síndrome de Ehlers-Danlos e a Coarctação da Aorta também podem aumentar o risco. O diagnóstico de HSA é uma emergência e baseia-se na apresentação clínica (cefaleia súbita e intensa) e exames de imagem (TC de crânio sem contraste, punção lombar se TC negativa). Em pacientes com DRPAD e fatores de risco adicionais, o rastreamento de aneurismas pode ser considerado, embora a decisão deva ser individualizada. O tratamento da HSA visa prevenir o ressangramento e manejar as complicações, como o vasoespasmo.
Os sintomas clássicos incluem cefaleia súbita e intensa ('a pior dor de cabeça da vida'), rigidez de nuca, náuseas, vômitos, fotofobia e alteração do nível de consciência. É uma emergência médica que exige avaliação imediata.
A DRPAD está associada a defeitos no tecido conjuntivo e na parede vascular, o que enfraquece as artérias cerebrais e favorece a formação de aneurismas saculares. Essa fragilidade aumenta o risco de ruptura e, consequentemente, de HSA.
Em pacientes com DRPAD e fatores de risco adicionais (história familiar de aneurisma, HSA prévia), o rastreamento pode ser feito com angiotomografia ou angioressonância cerebral. A indicação de rastreamento universal, no entanto, é controversa e deve ser individualizada.
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