USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Homem de 50 anos, previamente hígido, com quadro de cefaleia súbita associada a vômitos e perda da consciência transitória durante realização de atividade física. Acompanhante relata não ter havido traumatismo craniano. Deu entrada no Pronto Atendimento consciente e lúcido, sem déficits sensitivo-motores, com rigidez de nuca e presença do sinal de Brudzinski. Seu exame de tomografia computadorizada inicial sem contraste encontra-se em anexo.Qual a etiologia mais provável?
Cefaleia súbita e intensa ('thunderclap'), com vômitos, perda de consciência transitória e sinais meníngeos → suspeitar de Hemorragia Subaracnoidea (HSA) por ruptura de aneurisma.
A hemorragia subaracnoidea (HSA) é uma emergência neurológica, frequentemente causada pela ruptura de um aneurisma intracraniano. A apresentação clássica inclui cefaleia súbita e intensa, frequentemente associada a esforço físico, vômitos, alteração do nível de consciência e sinais de irritação meníngea.
A hemorragia subaracnoidea (HSA) é uma emergência neurológica caracterizada pelo extravasamento de sangue para o espaço subaracnoideo. A etiologia mais comum de HSA não traumática é a ruptura de um aneurisma intracraniano, responsável pela maioria dos casos. A apresentação clínica é dramática e inclui a 'cefaleia em trovoada' (thunderclap headache), que é uma dor de cabeça súbita, de intensidade máxima em segundos a minutos, frequentemente descrita como a pior dor de cabeça da vida do paciente. Outros sintomas associados podem incluir vômitos, perda transitória da consciência, convulsões e sinais de irritação meníngea, como rigidez de nuca e sinais de Kernig e Brudzinski. A atividade física, como no caso descrito, pode ser um fator precipitante para a ruptura do aneurisma devido ao aumento da pressão arterial. O diagnóstico inicial é feito pela tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste, que demonstra o sangue no espaço subaracnoideo. O manejo da HSA é complexo e visa prevenir o ressangramento (tratamento do aneurisma por clipagem cirúrgica ou embolização endovascular) e tratar as complicações, como vasoespasmo, hidrocefalia e hiponatremia. O reconhecimento rápido dos sintomas e o diagnóstico precoce são cruciais para um melhor prognóstico, pois a HSA tem alta morbidade e mortalidade.
Os sintomas clássicos incluem cefaleia súbita e de forte intensidade ('thunderclap'), vômitos, perda transitória da consciência, rigidez de nuca e sinais de irritação meníngea como o sinal de Brudzinski.
A principal causa de hemorragia subaracnoidea não traumática é a ruptura de um aneurisma sacular (ou 'berry aneurysm') intracraniano, responsável por cerca de 85% dos casos.
A tomografia computadorizada de crânio sem contraste é o exame de escolha inicial para diagnosticar a HSA, pois pode detectar o sangue no espaço subaracnoideo em até 90-98% dos casos nas primeiras 24 horas após o evento.
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