UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Mulher de 53 anos foi encontrada por familiares caída e arresponsiva. AP: hipertensa e tabagista. Exame físico: comatosa (escala de coma de Glasgow 7), PA 180 x 100 mmHg, FC 70 bpm. TC de crânio (imagem a seguir). A hipótese diagnóstica é
HSA por aneurisma → cefaleia súbita intensa, rebaixamento nível consciência, TC crânio sem contraste.
A hemorragia subaracnoidea (HSA) por rotura de aneurisma cerebral é uma emergência neurocirúrgica, frequentemente associada a fatores de risco como hipertensão e tabagismo. A apresentação clássica inclui cefaleia súbita e intensa ("a pior da vida"), mas pode cursar com rebaixamento do nível de consciência e coma, como no caso. A TC de crânio sem contraste é o exame inicial de escolha.
A Hemorragia Subaracnoidea (HSA) é uma emergência neurológica grave, caracterizada pelo extravasamento de sangue para o espaço subaracnoideo, geralmente devido à rotura de um aneurisma cerebral sacular. Sua incidência anual é de aproximadamente 6 a 10 casos por 100.000 pessoas, com alta morbimortalidade. Fatores de risco como hipertensão arterial e tabagismo são cruciais na sua patogênese, contribuindo para a fragilidade da parede vascular e o desenvolvimento de aneurismas. O diagnóstico da HSA é primariamente clínico, com a cefaleia súbita e intensa sendo o sintoma mais característico. No entanto, pacientes podem apresentar rebaixamento do nível de consciência, sinais meníngeos e déficits neurológicos focais. A tomografia computadorizada de crânio sem contraste é o método diagnóstico inicial de escolha, com alta sensibilidade nas primeiras 6-12 horas. Em casos de TC negativa com alta suspeita clínica, a punção lombar para análise do líquor (xantocromia) é indicada. O tratamento inicial visa estabilizar o paciente, controlar a pressão arterial e prevenir ressangramento. A exclusão do aneurisma, seja por clipagem cirúrgica ou embolização endovascular, deve ser realizada o mais rápido possível. Complicações como vasoespasmo cerebral, hidrocefalia e hiponatremia são comuns e requerem monitoramento e manejo agressivos para otimizar o prognóstico.
A HSA clássica manifesta-se com cefaleia súbita e intensa ("a pior da vida"), rigidez de nuca, náuseas, vômitos e, em casos graves, rebaixamento do nível de consciência e coma.
A tomografia computadorizada de crânio sem contraste é o exame de imagem inicial de escolha para detectar a HSA, mostrando sangue nas cisternas da base, sulcos cerebrais e fissura silviana.
Os principais fatores de risco incluem hipertensão arterial sistêmica, tabagismo, história familiar de aneurisma ou HSA, uso abusivo de álcool e algumas doenças do tecido conjuntivo.
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