HSA: Classificação de Fischer e Hunt-Hess na TC

Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024

Enunciado

Um paciente de 68 anos de idade deu entrada com uma cefaleia de início súbito, descrita como a pior que já experimentou, acompanhada de rebaixamento do nível de consciência. Imediatamente, foi assegurada a via aérea e uma tomografia foi realizada, cuja imagem está apresentada abaixo. A respeito do quadro clínico apresentado, da imagem acima e de seus temas correlatos, julgue o item.Trata-se de quadro clássico de hemorragia subaracnóidea (HSA) com hemoventrínculo e classificação Fischer 5 e Hunt-Hess IV.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

HSA com hemoventrículo = Fischer 4. Hunt-Hess IV = rebaixamento moderado/grave. Fischer 5 não existe.

Resumo-Chave

A classificação de Fischer para HSA avalia o risco de vasoespasmo baseado na quantidade e localização do sangue na TC. Hemoventrículo, mesmo sem hemorragia intraparenquimatosa, eleva a classificação para Fischer 4, indicando alto risco. A classificação de Hunt-Hess avalia o estado neurológico do paciente, sendo IV para rebaixamento moderado a grave. Fischer 5 não é uma classificação válida.

Contexto Educacional

A Hemorragia Subaracnóidea (HSA) é uma emergência neurológica grave, frequentemente causada pela ruptura de um aneurisma cerebral, com alta morbimortalidade. Caracteriza-se clinicamente pela "cefaleia em trovoada", descrita como a pior dor de cabeça da vida, de início súbito, podendo ser acompanhada de rebaixamento do nível de consciência, náuseas, vômitos e rigidez de nuca. O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada de crânio, que demonstra sangue no espaço subaracnóideo. A avaliação da HSA inclui a classificação de Fischer, que estratifica o risco de vasoespasmo com base nos achados tomográficos (grau 1 a 4), e a escala de Hunt-Hess, que avalia a condição neurológica do paciente (grau I a V). A presença de hemoventrículo, como no caso, é um achado grave que eleva o risco de complicações e classifica a HSA como Fischer 4, independentemente da quantidade de sangue subaracnóideo. Um Hunt-Hess IV indica um paciente com rebaixamento moderado a grave, frequentemente com hemiparesia. O manejo inicial da HSA foca na estabilização do paciente, controle da pressão arterial e prevenção de ressangramento. A identificação e tratamento do aneurisma (clipagem cirúrgica ou embolização endovascular) são cruciais. Complicações como vasoespasmo, hidrocefalia e hiponatremia devem ser ativamente monitoradas e tratadas para otimizar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas de uma hemorragia subaracnóidea?

Os principais sinais incluem cefaleia súbita e intensa ("a pior da vida"), rigidez de nuca, náuseas, vômitos, fotofobia e, em casos graves, rebaixamento do nível de consciência.

Como a presença de hemoventrículo afeta a classificação de Fischer na HSA?

A presença de hemoventrículo, mesmo sem hemorragia intraparenquimatosa, eleva a classificação de Fischer para grau 4, indicando um risco aumentado de vasoespasmo e pior prognóstico.

Qual a diferença entre as escalas de Fischer e Hunt-Hess na avaliação da HSA?

A escala de Fischer avalia o risco de vasoespasmo com base na quantidade e localização do sangue na tomografia, enquanto a escala de Hunt-Hess avalia o estado neurológico do paciente no momento da admissão.

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