UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
Mulher, 54 anos de idade, hipertensa em tratamento regular, deu entrada no Pronto- Socorro trazida pelo SAMU acompanhada de colega de trabalho, o qual refere que a paciente foi encontrada caída no banheiro inconsciente. Exame físico na admissão: paciente sedada, em intubação orotraqueal (realizada no momento do resgate), ventilação mecânica e pupilas anisocóricas, sendo a pupila direita maior que a esquerda. Baseado na história clínica e exame de tomografia de crânio sem contraste realizada na admissão, qual é o diagnóstico:
Anisocoria + coma súbito em hipertensa → suspeitar HSA por aneurisma roto, especialmente se TC sem contraste mostrar sangue em cisternas basais.
A anisocoria em um paciente com rebaixamento súbito do nível de consciência, especialmente com histórico de hipertensão, sugere uma lesão expansiva ou compressiva no sistema nervoso central. A hemorragia subaracnoidea por ruptura de aneurisma é uma causa comum e grave, e a TC de crânio sem contraste é o exame inicial para sua detecção, mostrando sangue nas cisternas basais.
O acidente vascular encefálico (AVE) hemorrágico, particularmente a hemorragia subaracnoidea (HSA), é uma condição neurológica grave com alta morbimortalidade. É crucial para residentes reconhecerem rapidamente os sinais e sintomas, pois o tempo é um fator determinante no prognóstico. A HSA é frequentemente causada pela ruptura de um aneurisma cerebral, com a hipertensão arterial sendo um fator de risco importante. A apresentação clínica de uma HSA pode variar de uma cefaleia súbita e intensa a um coma profundo, como no caso descrito. A anisocoria, especialmente a dilatação unilateral da pupila, é um sinal de alerta para compressão do nervo oculomotor, indicando possível herniação cerebral e necessidade de intervenção urgente. A tomografia de crânio sem contraste é o exame diagnóstico inicial e mais acessível, revelando a presença de sangue nos espaços subaracnóideos, principalmente nas cisternas basais. O manejo envolve estabilização do paciente, controle da pressão intracraniana e, se houver aneurisma, sua exclusão cirúrgica ou endovascular. O conhecimento aprofundado desses aspectos é fundamental para a prática em emergências e para as provas de residência.
Os sinais clássicos incluem cefaleia súbita e intensa ('a pior dor de cabeça da vida'), náuseas, vômitos, rigidez de nuca, fotofobia e, em casos graves, rebaixamento do nível de consciência e sinais focais como anisocoria.
A TC de crânio sem contraste é o exame de imagem inicial de escolha para o diagnóstico de HSA, pois é rápida e sensível para detectar sangue nos espaços subaracnóideos, especialmente nas cisternas basais, nas primeiras 6-12 horas.
A anisocoria, especialmente com uma pupila dilatada e não reativa, pode indicar compressão do nervo oculomotor (III par craniano), frequentemente devido a herniação uncal causada por uma massa intracraniana, como um hematoma ou edema cerebral significativo, que é uma emergência neurológica.
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