AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
Mulher, 54 anos, dá entrada no PS com queixa de cefaleia intensa. Ao exame físico, não apresenta déficits neurológicos, mas apresenta rigidez nucal. Encaminhada para a TC de crânio, com evidência de Hemorragia Subaracnóidea com 1mm de espessura, mas sem sangramento intraventricular. Sobre esse assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
Escala de Fisher avalia tomografia (1-4), Hunt Hess avalia clínica (I-V).
A escala de Fisher classifica a Hemorragia Subaracnóidea (HSA) com base em achados tomográficos (quantidade de sangue e presença de sangramento intraventricular), variando de 1 a 4. Já a escala de Hunt Hess classifica a HSA com base em critérios clínicos, avaliando o estado neurológico do paciente, variando de I a V.
A Hemorragia Subaracnóidea (HSA) é uma condição neurológica grave, frequentemente causada pela ruptura de um aneurisma cerebral, caracterizada por sangramento no espaço subaracnóideo. A cefaleia intensa de início súbito ('a pior dor de cabeça da vida') e a rigidez nucal são sintomas clássicos. O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada de crânio. Para classificar a gravidade e auxiliar no prognóstico e manejo, são utilizadas duas escalas principais: a escala de Fisher e a escala de Hunt Hess. A escala de Fisher é uma classificação radiológica, baseada nos achados da tomografia de crânio, que avalia a quantidade e distribuição do sangue no espaço subaracnóideo, variando de 1 a 4. Ela é preditiva do risco de vasoespasmo cerebral. A escala de Hunt Hess, por sua vez, é uma classificação clínica que avalia o estado neurológico do paciente no momento da admissão, variando de I a V. Ela considera o nível de consciência, a presença de déficits neurológicos e a gravidade da cefaleia e rigidez nucal. É um importante preditor de morbidade e mortalidade. É crucial não confundir os critérios e o range de cada escala.
A escala de Fisher é radiológica, baseada na quantidade e localização do sangue na TC de crânio (1 a 4), e prediz o risco de vasoespasmo. A escala de Hunt Hess é clínica, avalia o estado neurológico do paciente (I a V), e prediz o prognóstico geral.
A rigidez nucal é um sinal comum de irritação meníngea causada pela presença de sangue no espaço subaracnóideo. É um achado clínico importante que sugere a possibilidade de HSA, mesmo na ausência de déficits neurológicos focais.
Uma HSA Fisher 3 indica a presença de coágulo localizado ou camada vertical de sangue > 1 mm nas cisternas ou fissuras, ou sangramento intraventricular. Este grau está associado a um risco moderado a alto de vasoespasmo.
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