HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2020
Vítima de trauma encefálico, idoso de 78 anos é trazida ao pronto-socorro com convulsões tônico clônicas generalizadas. Apresenta a tomografia abaixo, realizada sem contraste. O provável diagnóstico é:
Idoso com trauma encefálico e convulsões tônico-clônicas → suspeitar de hemorragia intracraniana, especialmente HSA ou HSD.
Em um idoso com trauma encefálico e convulsões tônico-clônicas generalizadas, a suspeita de hemorragia intracraniana é alta. A hemorragia subaracnoide traumática (HSA) é uma causa comum de convulsões pós-traumáticas e pode ser identificada na TC de crânio sem contraste como hiperdensidade nos sulcos e cisternas da base.
O trauma encefálico em idosos é uma condição de alta morbimortalidade, frequentemente associada a quedas. A apresentação clínica pode ser atípica ou mascarada por comorbidades, e a presença de convulsões tônico-clônicas generalizadas após um trauma é um sinal de alerta para lesão intracraniana significativa. A atrofia cerebral fisiológica em idosos aumenta o espaço subdural, tornando as veias pontes mais vulneráveis a rupturas, mesmo com traumas de baixa energia, predispondo a hematomas subdurais e hemorragias subaracnoides. A tomografia computadorizada (TC) de crânio sem contraste é o exame de imagem de escolha na emergência para avaliar o trauma encefálico. A hemorragia subaracnoide traumática (HSA) é caracterizada por sangue (hiperdenso) nos sulcos corticais e/ou cisternas da base. É crucial diferenciar a HSA traumática da aneurismática, embora ambas possam causar convulsões. Outras lesões como hematoma epidural (biconvexo) e subdural (em crescente) também devem ser procuradas. O manejo inicial envolve a estabilização do paciente, controle das convulsões e avaliação neurológica rigorosa. A identificação precoce da lesão na TC é vital para guiar a conduta terapêutica, que pode variar desde o manejo conservador até a intervenção neurocirúrgica, dependendo do tipo e da extensão da hemorragia e do estado clínico do paciente.
A hemorragia subaracnoide traumática (HSA) aparece na TC de crânio sem contraste como hiperdensidade (brancura) preenchendo os sulcos corticais e as cisternas da base.
Idosos possuem atrofia cerebral, o que estica as veias pontes, tornando-as mais frágeis e suscetíveis a rupturas mesmo com traumas leves, resultando em hematomas subdurais e HSA.
A conduta inicial inclui estabilização das vias aéreas, respiração e circulação (ABC), controle das convulsões (benzodiazepínicos) e realização de TC de crânio de emergência para identificar lesões intracranianas.
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